Jundiaí

Delegacias especializadas mantêm produtividade na pandemia

SEGURANÇA DISE, DIG E DDM Número de inquéritos e prisões estão estáveis na comparação entre 2019 e 2020; DISE destaca adaptação dos crimes à realidade


ARQUIVO JJ
Segundo Marcel Fehr, biqueiras agora funcionam em casas nos bairros
Crédito: ARQUIVO JJ

Mesmo com a pandemia, a produtividade das delegacias especializadas de Jundiaí e Região não caiu. Os números de prisões efetuadas e inquéritos instaurados praticamente não mudaram na comparação entre 2019 e 2020 na Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE), Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e Delegacia da Mulher (DDM). Só na DISE foram mais de 600kg de drogas incinerados nos últimos 12 meses, além de 262 traficantes tirados de circulação.

De acordo o delegado Marcel Fehr, da especializada de entorpecentes, apesar da pandemia, as investigações não pararam em momento algum. No entanto, os criminosos se adaptaram às mudanças e criaram novas estratégias para manter as atividades ilícitas. "Aquele modelo de biqueira que existia em uma viela deserta, no meio da favela, não existe mais. Hoje o tráfico é feito em residências ou até pela internet", explica.

Fehr também explica que os 262 presos e 271 inquéritos realizados em 2020 são de hierarquias diferentes dentro da associação ao tráfico. Em 2019 foram 247 presos e 274 inquéritos instaurados.

Além disso, o que antes se concentrava em uma região da cidade, hoje se pulverizou para todos os bairros. "Tínhamos antes o foco do tráfico no Jardim São Camilo e arredores, então acompanhar esse fluxo era mais fácil. Precisávamos apenas fazer ações nessas regiões com constância. Hoje não é mais assim. Nos últimos 12 meses prendemos traficantes em todos os bairros de Jundiaí."

MUDANÇAS

Essa tendência se repete nas outras cidades da Região: O tráfico não está mais focado em um só bairro de cada município, mas sim espalhado para todos os bairros. "Os bandidos levaram a droga mais para perto da clientela, para facilitar a venda e também para ser mais difícil de serem identificados."

Isso dificulta o trabalho da polícia e exige o uso de outras estratégias de inteligência. "Também prendemos muitos criminosos devido a denúncias anônimas." Para realizar essas prisões tem sido necessário contar com a parceria com o Ministério Público e o Poder Judiciário. "Se o traficante esconde a droga em casa, precisamos de mandados de busca e apreensão. Temos nos socorrido no poder judiciário."

INVESTIGAÇÕES GERAIS

A DISE, assim como a DIG e a DDM atuam também na Região (Jundiaí, Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Itupeva, Itatiba, Cabreúva, Louveira, Jarinu, Morungaba). Segundo o titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG Jundiaí), Josias Guimarães, só em 2020, 310 casos foram esclarecidos com os 335 inquéritos instaurados. Em 2019 o número foi bastante semelhante, 340 casos esclarecidos no ano.

Dentre as ocorrências de maior relevância, o delegado destaca a identificação do autor de um sequestro-relâmpago no Jundiaí Shopping e de alguns homicídios e latrocínios. "Identificamos o autor de um latrocínio na cidade de Cabreúva, autora de homicídio em Itatiba, autor de homicídio em Louveira, flagrante de roubo de carga em Itatiba e a localização do cativeiro onde uma quadrilha mantinha os caminhoneiros durante roubo de carga", relata.

DELEGACIA DA MULHER

A Delegacia de Mulher de Jundiaí teve 680 e 676 inquéritos instaurados em 2019 e 2020, respectivamente. No entanto, o número de prisões despencou de 229 para 162 no ano passado. Procurada, a delegada titular não quis se manifestar.


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