Jundiaí

Jundiaí se torna referência nacional no goalball

A partir dos anos 2000, Jundiaí marcou presença nas competições de esportes para deficientes, em especial, no goalball


Arquivo Pessoal
O atleta Antônio Donizeti de Oliveira está no Peama há 21 anos
Crédito: Arquivo Pessoal
  1. A partir dos anos 2000, Jundiaí marcou presença nas competições de esportes para deficientes. Em especial, no goalball, esporte praticado por deficientes visuais, que tornaram a cidade uma grande referência nacional.

O goalball foi criado em 1946 e foram apresentados pela primeira vez nos Jogos de Toronto em 1976. Em 1980 na Paralimpíada de Arnhem, Holanda, o esporte passou a integrar o programa paralímpico.

As partidas de goalball são realizadas em dois tempos de 12 minutos, com 3 minutos de intervalo. Cada equipe conta com três jogadores titulares e três reservas. De cada lado da quadra, há um gol com 9m de largura e 1,30m de altura. Os atletas são, ao mesmo tempo, arremessadores e defensores. O arremesso deve ser rasteiro ou tocar pelo menos uma vez nas áreas obrigatórias. O objetivo é balançar a rede adversária. A bola tem um guizo em seu interior para que os jogadores saibam sua direção. O goalball é um esporte baseado nas percepções tátil e auditiva, por isso não pode haver barulho no ginásio durante a partida.

O atleta Antônio Donizeti de Oliveira, de 56 anos, iniciou sua trajetória no goalball em 2000 no Peama, permanecendo até os dias de hoje. "Começamos bem no básico, na época não tínhamos a bola com guizo e improvisamos uma bola de basquete com sacolas plásticas para fazer barulho. E assim fomos treinando e adaptando às regras com o passar dos tempos", conta.

Atualmente, o time de Jundiaí já possui uma longa história no goalball. Entre vitórias e derrotas, muitas emoções passaram pelos atletas, além de experiências únicas como a participação do treinamento da seleção brasileira em Jundiaí. "Fomos campeões paulista, regional e duas vezes em quarto lugar no brasileiro. Aos 39 anos, eu fui sondado pela seleção, mas por causa da idade resolveram não levar. É um esporte que vale a pena, eu adoro, é como uma terapia para mim", comenta Donizeti.

O treinador da seleção brasileira de goalball é o jundiaiense Alessandro Tosi, que treina a seleção desde 2009 e a está no Peama há mais de 20 anos. "Fui convidado para a seleção graças aos bons resultados do time de Jundiaí em âmbito estadual e nacional", conta.

(Lucas Hideo)

 


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