Jundiaí

No semáforo, mãe pede emprego

Com um cartaz nas mãos em uma das principais avenidas de Jundiaí, ela pediu por colocação no mercado de trabalho


ARQUIVO PESSOAL
Fatima da Silva está a procura de um emprego para sustentar seus filhos
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

Desempregada há mais de dois anos, a estudante de Artes Visuais, Fatima da Silva, de 38 anos, resolveu pedir um emprego de forma inusitada. Com um cartaz nas mãos em uma das principais avenidas de Jundiaí, a 9 de Julho, ela resolveu pedir por uma colocação no mercado de trabalho.

"Nunca tinha ido com uma placa no semáforo pedir ajuda para conseguir trabalho, mas estou precisando de um serviço fixo e registrado. Uma segurança para sustentar a casa e meus filhos. Eu já tinha enviado currículo para todo lugar que dá para imaginar e acabei fazendo isso como um ato de desespero para que alguém pudesse me enxergar no meio de milhões de pessoas que estão desempregadas e me desse uma oportunidade de um trabalho digno", conta.

A cena ganhou muitas visualizações nas redes sociais e alguns moradores acabaram se solidarizando. "Várias pessoas entraram em contato comigo falando para que eu enviasse o currículo a eles. Graças a Deus ainda existe muita gente boa, com empatia e agora estou no aguardo, ansiosa por um emprego", comenta Fatima.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa média anual de desemprego no Brasil foi de 13,5% em 2020, a maior já registrada desde o início dos relatórios em 2012.

TRABALHO

Durante os anos em que ficou desempregada, Fátima da Silva buscou diversas formas para obter renda. "Trabalhei como bolsista na Prefeitura de Campo Limpo Paulista, como segurança de tabacaria em Várzea Paulista, até de auxiliar de cozinha em um restaurante, mas agora preciso de um emprego fixo", espera.

Ela conta que escolheu cursar algo em artes por se identificar com o tema. "Nesse período difícil, o que nos resta é usar do nosso talento como a criatividade para se virar. Nunca tive frescura para trabalho e sempre trabalhei dando o meu melhor e sempre será assim, seja trabalhando em artes visuais ou seja lá no que Deus me providenciar", conta.

(Lucas Hideo)

 


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