Jundiaí

Jundiaí inicia os trabalhos para o Estudo Care que visa o combate a casos graves de covid-19

Combate será com uso de medicamento para prevenção de hospitalização de pacientes ambulatoriais


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Atendimento pela equipe de estudos teve início nesta segunda-feira (15)
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Na segunda-feira (15), teve início o trabalho de triagem para a realização do Estudo Care (Coalizão VIII), inédito no país que visa combater casos graves de covid-19 com o uso de medicamento para prevenção de hospitalização de pacientes ambulatoriais com diagnóstico confirmado da doença.

O atendimento pelas equipes do estudo está sendo realizado na Unidade Sentinela do Jardim do Lago. “Recebemos alguns pacientes que vieram em busca do estudo, uma vez que tiveram conhecimento por meio da divulgação realizada na semana passada. Também abordamos aquelas pessoas que ainda não tinham conhecimento sobre o início do trabalho”, explicou o médico da rede e pesquisador principal do Estudo CARE em Jundiaí, Raphael Cruz Seabra Prudente.

A medicação utilizada é um anticoagulante oral, que será dada aos pacientes com mais de 18 anos, com quadro para covid-19 leve ou moderado e que apresentem no mínimo dois fatores de risco para trombose, como diabetes, pressão alta, obesidade, entre outros. “Fazemos uma entrevista com os pacientes que apresentam os critérios necessários e questionamos sobre o interesse em participar do estudo”, explica o médico.

A definição dos pacientes que efetivamente participarão do estudo é realizada por uma plataforma de randomização. “Após receber o teste positivo do PCR e verificar que o paciente atende a pelo menos dois dos critérios necessários, inserimos as informações na plataforma. É esse sistema que afere se o paciente está eletivo ou não para receber a medicação. Essa é uma maneira de evitar o viés do profissional médico”, conta o médico.

Caso o paciente esteja apto para participar do estudo, ele será contatado pela equipe, terá de assinar um documento e levará para casa um diário para preencher durante o uso do anticoagulante. As equipes de saúde farão um acompanhamento diário desses pacientes, mantendo contato com os mesmos.

“Jundiaí busca respaldo da medicina para dar conta de preservarmos ao máximo a vida até que a imunização seja capaz de nos dar a segurança necessária. Temos feito prevalecer o caráter técnico. Além do estudo, em paralelo, os esforços são para adquirirmos de forma direta doses de vacinas certificadas pela Anvisa. Da nossa parte, há pressa e mobilização para que Jundiaí atinja os mais elevados níveis de cobertura vacinal”, afirma o prefeito Luiz Fernando Machado.

Ao todo, o estudo deverá chegar a aproximadamente 800 pacientes na cidade e mais 200 fora dela, por meio de outras instituições, totalizando mil pacientes. Desse total, os pacientes serão divididos em dois grupos de 500: o grupo “intervenção”, que fará o uso da medicação por dez dias, e o grupo “controle”, que não fará uso da medicação.

O estudo

Essa é a primeira vez que o estudo será realizado em uma cidade. O acordo de cooperação técnica realizado entre o município de Jundiaí e o Hospital Alemão Oswaldo Cruz e foi anunciado na última quinta-feira (11) pelo prefeito Luiz Fernando Machado.

O estudo está sendo feito pela maior rede de pesquisa da covid-19 do país, Coalizão Covid-19 Brasil, uma aliança para condução de pesquisas formada por Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, o Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet), avalia a eficácia e a segurança de potenciais terapias para pacientes com covid-19. A pesquisa é coordenada e patrocinada pelo Hospital Oswaldo Cruz, em parceria com laboratório farmacêutico. Não haverá repasse de recursos por parte de Jundiaí.


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