Jundiaí

NIS ainda exige marcação presencial

UGPS esclareceu que o agendamento para retorno ocorre quando o paciente deixa o consultório


ARQUIVO JJ
Usuários reclamam da falta de agendamento do NIS por telefone
Crédito: ARQUIVO JJ

Usuários do Sistema Público de Saúde (SUS) de Jundiaí relatam um problema frequente que atinge os pacientes que dependem do Núcleo Integrado de Saúde (NIS). Mesmo na pandemia, as marcações devem ser feitas apenas presencialmente.

Sem se identificar, uma leitora do JJ relata que após a demora em conseguir um ortopedista, agora não consegue marcar o retorno. "Demorei quase dois anos para conseguir uma consulta com o especialista e mesmo assim esperei pacientemente. Após passar pela consulta, o médico solicitou diversos exames, os quais ficaram prontos recentemente. Telefonei para agendar uma consulta de retorno, mas a atendente disse que só agendam pessoalmente. Eu a indaguei que trabalho todos os dias e perderia uma manhã de trabalho para ir ao NIS. A resposta foi que qualquer outra pessoa poderia ir dirigir até lá, com minha carteirinha do SUS e RG", conta.

Ela conta que não consegue enviar outra pessoa para fazer a marcação das consultas. Como mora com os pais, idosos maiores de 73 anos, não tem coragem de pedir para eles se deslocarem ao local para isso. "Moro com um irmão de 33 anos, autista, e por isso estou indignada pois, garantir o direito à saúde vai além de consultas com médicos e exames, também é necessário garantir acesso ao sistema", ressalta.

Questionada, a Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS) esclareceu que o agendamento para retorno em consulta médica no Núcleo Integrado de Saúde (NIS) ocorre quando o paciente deixa o consultório e que somente em casos excepcionais, quando ocorre algum problema no sistema, por exemplo, é solicitada a presença do paciente ou de um familiar, posteriormente, para o agendamento do retorno.

A unidade destaca que o agendamento de consultas no sistema de saúde segue as determinações sanitárias que impõem a ampliação no intervalo de atendimento para evitar o cruzamento de fluxo de pessoas no interior dos serviços, para evitar aglomerações e reduzir a possibilidade de circulação do vírus Sars-CoV-2.

(Mariana Checoni)

 


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