Jundiaí

Pai de família garante o seu sustento vendendo algodão doce

A pandemia prejudicou a todos os comerciantes, até mesmo os vendedores ambulantes


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Everaldo Ramos vende algodão doce para sustentar sua família
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A pandemia causada pelo coronavírus prejudicou a todos os comerciantes, desde os donos de grandes negócios até os vendedores ambulantes, em especial quem é o responsável pelo sustento da casa.

É o caso do ex-borracheiro Everaldo Ramos Lima, de 35 anos, morador de Francisco Morato, que vende algodão doce em algumas cidades da Região, como Jundiaí, Cabreúva, Itupeva e Louveira. Com o fechamento das lojas, ele viu a queda nas vendas cair drasticamente e hoje pede ajuda para manter o sustento da família.

"Perdi o emprego em 2016 e naquela época eu já era casado e tinha meus dois filhos. Fiquei preocupado porque não conseguia me recolocar no mercado de trabalho. Foi nesse momento que resolvi voltar às origens. Comecei a vender algodão doce para conseguir manter o sustento da minha família", explica o ambulante.

A paralisação e a mudança de hábitos desde março do ano passado reduziu as vendas, mas não as comprometeu completamente. Em dias de movimento, quando o comércio em geral estava aberto e as pessos estavam na rua, conseguia pelo menos R$ 200. A ajudava também vinha de outras pessoas, em especial com roupas e calçados.

"Eu e minha esposa contraímos o vírus recentemente, faz pouco mais de um mês. Infelizmente não tinha outra saída e precisei parar de trabalhar. Muitos nem imaginam, mas é difícil ser vendedor de rua. Quando chove muito, por exemplo, não consigo ir trabalhar. Como se já não bastassem essas variáveis que não podemos controlar, ficar doente prejudica muito", lamenta.

ESPERANÇA

Para conseguir ajuda nesta época de baixa nas vendas, ele faz um apelo para ajudar a manter sua família.

"Eu decidi fazer uma publicação no Facebook para pedir ajuda. As contas foram acumulando e eu não tinha outra saída. Não tenho preguiça de trabalhar, muito menos de pedir auxílio se eu precisar. Faço de tudo pelos meus filhos e pela minha esposa", diz o ambulante.

Felizmente, os pedidos foram atendidos. "As pessoas aqui da região são muito solidárias. Toda noite faço minhas orações e agradeço por elas porque essa gente tem bom coração. "Meu apelo está sendo ouvido, graças a Deus", diz.

Mesmo com a ajuda, diz que continuará com a caminhada. "Estou aceitando qualquer tipo de ajuda que vier do coração. Tudo é bem vindo. Assim que eu me recuperar, voltarei ao trabalho. Sempre foi assim e isso nunca vai mudar", afirma o ambulante.

(Giovana Viveiros)

SERVIÇO

Aqueles que estiverem interessados em ajudar com roupas, alimentação ou quantias em dinheiro, podem entrar em contato pelo telefone (11) 99224-8605.

 


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