Jundiaí

Podendo funcionar, escolas privadas recebem alunos

Com a Fase Emergencial em todo o estado, apenas funcionamento de escolas públicas foi unificado


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O funcionamento de escolas estaduais e municipais foi unificado
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Com a vigência da Fase Emergencial em todo o estado de São Paulo, o funcionamento de escolas estaduais e municipais foi praticamente unificado, mas de particulares não, competindo a cada cidade o regramento para o funcionamento ou não delas.

A Unidade de Gestão de Educação (UGE) informa que a recomendação é que as escolas estaduais e privadas sigam o mesmo procedimento adotado pela rede municipal de ensino. Até dia 19 de março, as aulas acontecerão de forma remota para todos os alunos

De 22 a 31 de março haverá antecipação das férias previstas para o mês de julho. As escolas estarão fechadas neste período. No dia 1º de abril será ponto facultativo e no dia 2, feriado de Páscoa.

O recesso indicado pelo governo estadual não é obrigatório e a oferta de aulas presenciais agora não tem um regramento único para escolas particulares, como há com as redes municipal e estadual. Sendo assim, muitas delas estão adotando o escalonamento para a oferta de aulas híbridas, presenciais e remotas.

PREFERÊNCIA

Para Juliana Lotierso Briqui Martinez, mãe de dois estudantes de 16 anos, há perdas na socialização e no aprendizado dos filhos com o formato remoto. "Meus filhos estudam em revezamento agora, então vão uma semana para a escola e têm duas semanas de aula on-line. Nas presenciais são respeitados todos os parâmetros sanitários e vão no máximo 35% dos alunos. Acho que o ambiente escolar é seguro. Nas aulas on-line, eles não conseguem se concentrar como deveriam. A socialização também é importante, além do lado emocional. O ensino presencial é muito melhor", conta Juliana sobre a diferenciação que observa desde o ano passado.

Segundo o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp), Benjamin Ribeiro da Silva, a instituição tem orientado as escolas para que receberam ao menos os alunos filhos de profissionais essenciais, como médicos e policiais.

"O sindicato não tem poder de regular as escolas. A gente pede para que se atentem que estamos no pior momento da pandemia. Reivindicamos que possam ser atendidas crianças que os pais trabalham em serviço essencial porque não têm onde deixá-los", alerta Benjamin.

Ele diz que também é importante garantir o ensino presencial de alunos menores, durante a alfabetização. "Os alunos de zero a oito anos, que representam cerca de 20% do total, são o problema. Com idade acima disso, conseguem se adaptar bem ao on-line. É bom ter o ensino presencial, principalmente para essas crianças e para quem tem pais trabalhando em serviços essenciais, deveriam estar o dia todo na escola."

(Nathália Sousa)

 


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