Jundiaí

TIJU cresce em operações mesmo com a pandemia


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O terminal faz o transporte ferroviário do Porto de Santos para Jundiaí
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Com capacidade de movimentar ao ano até 1,2 milhão de tonelada em cargas transportadas por contêineres, o Terminal Intermodal de Jundiaí (TIJU) viu seu trabalho crescer mesmo em meio à pandemia do coronavírus.

Depois de um segundo trimestre com queda de 30% em 2020, o quarto trimestre trouxe um aumento de 10% em comparação com o mesmo período de 2019. "Foi uma surpresa para nós. No segundo trimestre do ano passado a pandemia impactou muito e sentimos isso. Quando vem um aumento desse, no fim do ano, é preciso comemorar", diz o CEO Rodrigo Paixão, à frente da Contrail, responsável pela operação do TIJU.

Para ele, a Black Friday e o Natal foram fundamentais para o aquecimento. O terminal faz o transporte ferroviário do Porto de Santos para Jundiaí, inclusive caminho oposto, para muitas empresas de eletroeletrônicos que tiveram aumento de vendas em novembro e dezembro.

Além do transporte ferroviário, o TIJU trabalha com empresas do setor automotivo, de celulose, cerâmica, alimentos, bens de consumo, entre outras. O transporte é feito pela mesma via férrea utilizada pelos trens de passageiros da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). As viagens são feitas nas chamadas "janelas", ou seja, horários em que é possível fazer o transporte da carga sem afetar o de pessoas, entre um período da manhã e à tarde e no fim da noite e de madrugada.

Para o prefeito de Jundiaí, Luiz Fernando Machado, os números positivos do TIJU refletem a força da economia da cidade e da região. "Quando reativamos o terminal, em 2017, fizemos pensando em ter mais uma opção de transporte para as empresas que operam em Jundiaí e em nossa região, e assim reforçar ainda mais nossa economia, trazendo emprego e renda para a cidade. O transporte pela via férrea oferece muitas vantagens, é menos poluente e mais seguro."

A volta da operação ferroviária em Jundiaí, ligando a cidade ao Porto de Santos para exportação e importação e mercado interno, faz de Jundiaí um diferencial competitivo não só para fidelizar as empresas aqui instaladas, mas também para propiciar a vinda e instalação de novas empresas no município. O Tiju tem sido um sucesso tão grande que prevê para breve um projeto de duplicação das operações", afirma o gestor da Unidade de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Cristiano Lopes.

A presença do terminal em Jundiaí trouxe diferencial logístico para a cidade, argumenta Luis Pedro Ferreira, diretor de Relações Institucionais, Comunicação e Marketing da empresa Dana, que utiliza os serviços do TIJU. Com mais de 70 anos no Brasil, a empresa fornece sistemas de transmissão, vedação e gerenciamento térmico para veículos e máquinas.

"Recebemos aço importado direto do Porto de Santos através do terminal, o que, além do custo menor, tem melhor eficiência energética, fatores importantes em nossa busca por mais competitividade nos negócios", explica.

(Da Redação)


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