Jundiaí

Aos 56 anos, Várzea Pta. resgata o orgulho de seus moradores

EMANCIPAÇÃO Várzea amplia a infraestrutura, criando condições para que o comércio cresça, com exemplo bem-sucedido da revitalização do Córrego do Bertioga


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O comércio de Várzea Paulista se consolidou na última década
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É consenso entre as pessoas que vivem em Várzea Paulista de que a cidade se transformou nos últimos anos. A educação foi a que mais se desenvolveu na região, batendo recordes de evolução no IDEB. Mais de 60% de suas ruas foram revitalizadas, o comércio da cidade é pujante e as áreas de lazer são bonitas e bem cuidadas. O Córrego Bertioga, que antes era motivo de vergonha, hoje é um dos grandes orgulhos dos varzinos.

A Vila Real teve mais de 40 ruas asfaltadas, construção de escadas hidráulicas e muros de arrimo que protegem as casas dos moradores que começaram a receber os documentos de seus imóveis depois de mais de 30 anos de espera. Hoje a cidade não é mais o patinho feio da região e vem demonstrando que pode ser muito mais que uma cidade-dormitório.

História

História de Várzea Paulista começa em 1867, quando os ingleses construíram a estrada de ferro que liga Santos a Jundiaí. A estrada passava por uma várzea campesina, com um saliente acidente geográfico e as águas cristalinas do rio Jundiaí.

O local começou a ser povoado dezenove anos depois da inauguração desse trecho ferroviário, no final do século XIX, mais precisamente em 1886. O primeiro morador varzino foi Isaac de Souza Galvão, que montou a primeira olaria do local. Consta que a cidade também participou do ciclo do café, que acabou com a intensa geada de 1878.

A empresa franco-ítalo-suíça Societé des Distilheiries Brasiliennes instalou uma destilaria de álcool em terras varzinas e viveu tempos prósperos até 1888, quando finalmente foi abolida a escravidão. Em 1891 foi inaugurada a Estação Ferroviária, com arquitetura e materiais ingleses.

Em agosto de 1956, o Cartório Civil teve seus livros liberados para assentamentos. O nome do distrito era Secundino Veiga, em homenagem ao jornalista que morreu na época. O primeiro registro de nascimento foi realizado em 14 de agosto de 1956. O primeiro casamento foi realizado em 05 de setembro do mesmo ano.

O cartório substituiu a denominação de Secundino Veiga para Distrito de Várzea, em alusão ao terreno ribeirinho, baixo e plano, situado às margens de um rio. Várzea ainda era distrito de Jundiaí quando Antenor Fonseca foi eleito vereador, representando-a na Câmara Municipal de Jundiaí, de 1960 a 1963.

Em 1964, um grupo de varzinos, formado por Francisco de Assis Andrade, João Aprillanti, Armando Pastre, Victorino Vieira Santana, Antenor Fonseca, Benjamin de Castro Fagundes, Milton Lebrão, Otávio Félix e Farid Feres Sada se reuniu para requerer a emancipação político-administrativa do local. A Assembleia Legislativa de São Paulo deu início ao movimento de emancipação por meio da lei estadual 5820.

No dia 21 de março de 1965 o bairro foi elevado a município de Várzea Paulista. O Paulista no nome da cidade surgiu como identificador de mais uma conquista dos bandeirantes.

A boa localização junto à estrada de ferro e o pioneirismo econômico renderam à Várzea Paulista uma situação privilegiada em relação à quantidade de indústrias instaladas. A partir da emancipação e até aproximadamente 1972, ocorre a organização da estrutura administrativa da Prefeitura recém-instalada, cadastrando as propriedades imobiliárias, as fábricas e casas comerciais para o lançamento de impostos.


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