Jundiaí

Projeto ZumbiTECA é reconhecido internacionalmente

Projeto tem o objetivo de empoderar cidadãos afrodescendentes de Jundiaí e fomentar a leitura e literatura


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Biblioteca Municipal recebe reconhecimento internacional
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O ZumbiTECA e a Biblioteca Municipal Prof. Nelson Foot, receberam reconhecimento internacional pela Associação Mulheres pela Paz – Frauen für Frieden e V., Augsburg, Alemanha e o Universal Circle of Ambassador of Peace da França e Suíça, que certificou a Biblioteca em reconhecimento aos serviços de inclusão promovidos pelo projeto.

Criado em 2017 pelos servidores da Biblioteca, o ZumbiTECA nasceu com o objetivo de empoderar os cidadãos afrodescendentes de Jundiaí e fomentar a leitura e literatura, além de estabelecer a biblioteca como espaço de interação social e cultural, que possibilita oportunidades de educação complementar, lazer e convivência.

A Associação Mulheres pela Paz atua com projetos que promovem e incentivam a paz no mundo por meio da leitura e da arte. Anualmente, apenas três projetos em todo o mundo recebem o apoio da entidade. “Em 2019, quando montamos a exposição da vida e obra da escritora, compositora e poetisa brasileira Carolina Maria de Jesus, a presidente da Mulheres da Paz, Alexandra Magalhães Zeiner, ela também é estudiosa da artista e ao conhecer nosso projeto, elogiou a inclusão que o projeto promove do empoderamento negro”, comenta Tânia.

“O reconhecimento internacional sela o trabalho realizado com tanto carinho e competência pela equipe da Biblioteca, além de ressaltar a importância desse tema que de um tema tão importante para a nossa sociedade”, afirma a gestora da Unidade de Gestão de Educação, Vastí Ferrari Marques.

A diretora do Departamento de Fomento à Leitura e Literatura, Cícera Aparecida Escoura Bueno, ainda lembra que o reconhecimento é uma prova de que iniciativas positivas e afirmativas têm relevância. “Ações que incentivam grandes discussões fazem a diferença na vida de muitas pessoas”.

O início

A ideia de criar o ZumbiTECA nasceu da servidora Tânia Henrique, quando precisava desenvolver uma atividade diferenciada. “Como cidadã negra, atuando na biblioteca, eu percebi que não havia a presença do público afrodescente no local, fosse para busca de livros ou pesquisa, o sentimento de pertencimento da comunidade afro nesse espaço público, foi então que surgiu a ideia do projeto. Já no segundo ano, convidei meus colegas Everton Souza e depois a Michele para participarem comigo”, explica Tânia.

Logo na primeira edição, o trabalho realizado abordou o Clube 28 de setembro, no segundo ano a artista Carolina Maria de Jesus, em 2019 Machado de Assis e no último ano, mesmo durante a pandemia, foram promovidas atividades virtuais temáticas em homenagem ao líder quilombola Zumbi dos Palmares.

Questionados se com o início do projeto em 2017 o objetivo do projeto de ampliar a presença na Biblioteca pelo público afrodescendente foi atingido, os servidores alegram-se em afirmar que sim. “Trabalho há dez anos na Biblioteca e percebi que nos últimos anos houve um crescimento sim. O ZumbiTECA promoveu um pertencimento, a população tem se enxergado nos autores e percebido como um espaço mais acolhedor”, afirma Everton.

“É um movimento perene, um projeto sustentável, com representatividade do cidadão que se enxerga dentro da Biblioteca, percebemos que as pessoas se sentem parte do espaço até mesmo por relatos que recebemos. A escolha por livros que trazem essa temática, seja o escritor negro ou o tema do empoderamento ajuda a trazer mais esse público para a Biblioteca”, complementa Michele, que é responsável pela curadoria dos materiais das exposições.

 


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