Jundiaí

Com falta de leitos, AUJ tem 23 pessoas em filas de espera

Em Jundiaí, apesar de operar em sua capacidade máxima, hoje com 86% na ocupação na rede pública, não há filas


Arquivo Pessoal
Paulo Cesar Pacheco Junior está na fila de espera para internação
Crédito: Arquivo Pessoal

Na Região do Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ), 23 pessoas aguardam na fila de espera por um leito, de UTI ou enfermaria, para o tratamento da covid-19. Em Jundiaí, apesar de operar em sua capacidade máxima, hoje com 86% na ocupação na rede pública, não há filas.

O município com o maior número de pessoas aguardando na fila por um leito é Cabreúva. São 15 pessoas esperando para serem transferidas, entre elas, está o ex-coordenador da Defesa Civil do município, Paulo Cesar Pacheco Junior, de 44 anos.

Segundo sua filha Mariah Eduarda da Silva Pacheco, o pai já foi intubado, mas que em toda a região não há vagas para recebê-lo. "Ele foi intubado no domingo, na UPA do Jacaré, mas ele tem obesidade e pressão alta, então precisa de leito de UTI. Acredito que o pedido já foi feito no domingo e a gente também tentou contato com todos os hospitais da região, mas não tem leito", lamenta.

Ela se preocupa devido às comorbidades do pai. "Ele está estável, mas os médicos falam que ele corre risco grave. A nossa preocupação é acontecer algo agora", diz ela sobre o período de espera por um leito.

AMPLIAÇÕES

Em Jundiaí, município com a maior capacidade hospitalar do AUJ, a quantidade de leitos disponível já é 28% maior que a do pico da pandemia em 2020. Mesmo assim, a cidade atingiu o limite da capacidade estrutural do Hospital São Vicente (HSV), com 246 leitos, e agora também utilizará a UPA Vetor Oeste para o tratamento dos doentes, com mais 14 leitos.

De acordo com o boletim publicado pela prefeitura de Jundiaí, 86% dos leitos públicos de UTI estão ocupados. O índice chegou a 97% na segunda-feira, mas a prefeitura afirma que, até o momento, o município conseguiu ofertar atendimento à população contaminada pelo coronavírus. Também há parcerias com o Hospital Regional e a compra de leitos em hospital particular, gerando 120 leitos externos aos HSV para o fluxo não covid-19.

REGIÃO

Em Itupeva não há pacientes em fila de espera, mas a ocupação local está no limite. Os 10 leitos de UTI e nove de enfermaria estão ocupados.

A Prefeitura de Várzea Paulista informa que possui dois pacientes intubados na UPA aguardando vaga para UTI. O Hospital Municipal Dr. Alcípio possui 20 leitos ocupados e um disponível, portanto, não há fila de espera para internação em enfermaria.

Em Campo Limpo Paulista não há pacientes aguardando leitos. Existem no município 23 leitos de enfermaria exclusivos para covid, mas a taxa de ocupação é de 126%, sendo necessário o uso de mais seis leitos. Segundo a prefeitura, todos os pacientes estão assistidos e há a diminuição de leitos comuns e transformação destes em covid.

Louveira também não tem pacientes em fila de espera. A prefeitura criou nesta terça-feira (23) mais seis leitos provisórios de UTI, em parceria com a Santa Casa. Todos eles leitos foram ocupados no mesmo dia. A cidade já tinha outros 10 leitos de UTI 100% ocupados. Mesmo com a ampliação, Secretaria de Saúde alerta para a dificuldade de criação de novos leitos.

Jarinu tem atualmente seis pacientes à espera de leitos de enfermaria para o tratamento da covid-19 em cidades referência da região. A prefeitura do município informa que não há leitos covid na cidade.

Das 15 pessoas aguardando em Cabreúva, sete aguardam uma vaga de UTI, sendo que quatro estão intubados. Os outros oito aguardam vagas de enfermaria. Todos estão assistidos na UPA do Jacaré e na Santa Casa. O município tem ocupação geral de 94% de leitos covid, a Santa Casa está com 114% de ocupação e a UPA com 89%.

(Nathália Sousa)

 


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