Jundiaí

Apenas duas crianças seguem em internação

AUJ Em Louveira, dois bebês estão internados para tratamento da covid, segundo a prefeitura


Arquivo Pessoal
Aline Queiroz e as filhas, Yasmin, Julyana e Natalya tiveram a doença e uma delas ficou internada
Crédito: Arquivo Pessoal

Das sete cidades do Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ), apenas em Louveira há registro de internação de crianças contaminadas pela covid. Sáo dois bebês, um de um mês e outro de um ano e oito meses. Em Jundiaí, segundo a Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), não há criança confirmada para covid-19, mas a Vigilância Epidemiológica (VE) foi notificada para quatro casos de crianças com suspeita (idades de 2 anos, 3 anos, 13 anos e 14 anos) para Covid-19. Nenhuma dessas crianças e adolescentes apresenta estado de saúde grave. Todas estão estáveis e em enfermaria.

DADOS PREOCUPANTES

Desde o início da pandemia, 1.016 pessoas entre zero e 14 anos foram diagnosticadas com a covid-19 em Jundiaí e a doença, que no início da pandemia não assustava esta faixa etária, começa a manifestar perigo.

Um dos casos, excepcionais mas preocupantes, foi o de Yasmin Branco Ramos, de 14 anos, que contraiu a doença e precisou de internação.

Mãe da adolescente, Aline Queiroz fala que todos os membros de sua família contraíram a doença. "Na volta às aulas, a Yasmin foi para a escola, acabou quebrando o dedo na aula de educação física e precisou ir para o hospital engessar. Depois disso, ela começou a passar mal e falar que a água e a comida tinham gosto estranho. Então ela começou a vomitar sem parar. As minhas outras filhas, de 13 e sete anos, também reclamaram do gosto da água, mas a mais velha só vomitava e não conseguia comer. Ela precisou ficar três dias internada porque ficou muito fraca", explica ela sobre as filhas Natalya e Julyana que sentiram sintomas, mesmo sendo criança e adolescente.

Ela e o marido também foram infectados. "Meu marido ficou bem e eu fiquei com 25% do pulmão comprometido. A minha filha menor, de sete anos, ficou com bronquiolite. Mudei muito meu conceito sobre o vírus, acho que a gente não pode subestimar ele", diz.

Gláucia Fernanda Floriano Paz, mãe da Helena, de nove anos, conta que a filha teve covid em agosto e acabou tendo sequelas respiratórias da doença. "Ela não chegou a ficar internada, porém, ela é asmática, mas não era nada grave. Depois da doença, fizemos um exame e ela teve um distúrbio respiratório leve. Agora ela tem dificuldade para fazer algumas coisas sem cansar e precisa fazer o uso diário da bombinha."

Gláucia diz que, por a filha não ter tido sintomas graves, não esperava a sequela após a recuperação. "Quando ela testou positivo, tinha apenas coriza. É muito grave o que está acontecendo."

CUIDADOS

A diretora clínica do Hospital Universitário (HU) de Jundiaí, Márcia Borges Machado, diz que o aumento de casos reflete na possibilidade maior de infecções entre jovens. "Na verdade, durante todo o tempo, as crianças também eram suscetíveis à infecção. Temos um aumento sim no número de casos de doenças respiratórias em crianças de todos os tipos de vírus, inclusive da covid."

Márcia alerta para o risco das crianças também transportarem o vírus. "Elas são transmissoras e também podem adoecer. Nós sabemos que na grande maioria dos casos, os casos em crianças não são tão graves quanto nos adultos, mas existem casos de agravamentos em crianças também. Elas podem ter complicações e elas podem necessitar de internação hospitalar."

A médica diz que os cuidados para crianças não contraírem o coronavírus são os mesmos para não contraírem outras doenças respiratórias. "Precisa evitar contato com pessoas doentes e evitar locais fechados, sem circulação de ar, que possibilitem transmissão dos casos respiratórios como um todo e também da covid. A transmissão da covid se dá por aerosóis, ou seja, partículas. A transmissão de outras doenças respiratórias na sua grande maioria ocorre por gotículas. Então, nas duas situações, é a proximidade de contato", indica.

Ela recomenda que os pais procurem o hospital quando os sintomas não melhorarem em alguns dias. "A maioria das doenças virais melhoram espontaneamente após alguns dias, então, se isto não acontecer, ou se houver uma piora do padrão da febre, se houver uma piora do estado geral", orienta.

 


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