Jundiaí

Comerciantes demonstram indignação com hipermercados

AJUDA CDL e Sincomercio mandaram ofício à Prefeitura reivindicando maior fiscalização na venda de itens não essenciais comercializados pelos mercados


            ALEXANDRE MARTINS
Comerciantes mostram indignação em não poderem permanecer abertos
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Com o objetivo de minimizar os prejuízos aos comerciantes que estão com as portas fechadas desde a Fase Emergencial do Plano SP, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Jundiaí (CDL) e o Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí e Região (Sincomercio), entidades que representam os lojistas e o comércio varejista, enviaram um ofício à Prefeitura de Jundiaí solicitando a intensificação da fiscalização nos hipermercados para coibir a venda de produtos não essenciais.

Em resposta, a Prefeitura de Jundiaí adiantou que novas medidas serão publicadas nos próximos dias com foco nas aglomerações.

Assim como ocorreu em 2020, na primeira onda da pandemia, as entidades flagraram e receberam denúncias sobre a venda de produtos que não são considerados essenciais em hipermercados e congêneres. Também foi presenciada a aglomeração de pessoas no estabelecimento. O presidente da CDL e do Sincomercio, Edison Maltoni, ressalta que atitudes como essa atrapalham principalmente os pequenos comerciantes, além de ser um desrespeito à classe. "Não é justo que os hipermercados continuem permitindo a venda de itens não essenciais e as lojas menores, especializadas nos seguimentos não possam nem atender com esquema de retirada", relata

Maltoni afirma que as equipes de fiscalização das entidades seguem monitorando os locais. "Acredito que nos próximos dias o pedido será atendido e os hipermercados precisem isolar as gôndolas que não vendem produtos essenciais", afirma.

PEDIDO

No documento, as entidades solicitam a proibição da venda de produtos que não sejam de primeira necessidade como, por exemplo, utensílios domésticos, eletroeletrônicos, eletrodomésticos, acessórios para carro, plantas, brinquedos, roupas e calçados.

Dono de uma loja de utilidades domésticas localizada no Centro de Jundiaí, Eduardo Martins, relata que a situação é difícil para todos, mas lamenta que isso esteja acontecendo. "Eu não posso vender nada e os mercados podem. Estamos trabalhando com sistema delivery, mas está muito fraco, pois se o consumidor pode ir até o hipermercado escolher e comprar o produto normalmente, por quê vai se dar o trabalho de abrir o WhatsApp e solicitar um delivery?. Seguimos contando com a sorte e vendo até onde vamos ter fôlego para continuar com as portas abertas, pois temos aluguel e funcionários para pagar", afirma.

As entidades ressaltam ainda que recebem constantes questionamentos de empresários já que trata-se de um problema para o comércio local, uma vez que os estabelecimentos comerciais de rua e nos shopping centers estão com seu funcionamento proibido, fator que prejudica ainda mais a recuperação econômica do setor.

A sugestão é a adoção de bloqueios ou isolamento nas áreas e prateleiras onde estão as mercadorias consideradas não essenciais e reivindicam novamente o controle rígido do cumprimento dos protocolos sanitários vigentes pelos decretos municipais.

Ainda de acordo com a Prefeitura de Jundiaí, quando constatado o descumprimento do decreto municipal, é feita a notificação e autuação, caso já tenham sido flagrados desrespeitando a fase em questão.


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