Jundiaí

COLUNA DO MARTINELLI: 30 de março – DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE


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Crédito: Reprodução/Internet

No início da década de 70, Ellis Regina consagrou no Brasil a música “Como nossos Pais” do cearense Belchior. Um trecho da composição indicava que os “jovens ainda eram os mesmos e viviam como seus pais” para depois anunciar que “o sinal estava fechado para os jovens” de então. Essa canção realmente mostrava o quadro brasileiro na época. Com o regime de exceção e a disciplina imposta pelos militares, o receio impedia manifestações de contrariedade com os padrões vigentes. No entanto, burlando censuras, ocorreu uma profunda revolução etária, inspirada em movimentos de outros países. Essas mudanças de usos e costumes provocaram em todo o país, profundas modificações estruturais, principalmente no relacionamento entre eles e em suas posturas perante os sistemas.

Adquiriram mais liberdade, ampliaram horizontes, tornaram-se reivindicadores, não se conformaram mais com quaisquer coisas que lhes eram apresentadas. Ao mesmo tempo, um processo muito forte de alienação e massificação se sobrepôs sobre a educação, enfraquecendo a gradativamente a produção cultural e esvaziando preceitos e princípios, o que propiciou um quadro muito desolador. E hoje, o consumismo desenfreado dita regras e os reais valores estão cada vez mais sendo substituídos por objetivos meramente mercantilistas. Enfim, a sociedade busca exclusivamente por interesses unilaterais e o capitalismo passou a gerenciar os atos e atitudes da grande maioria.

Nessas circunstâncias, os maiores prejudicados são os jovens, cujos anseios são frustrados por uma concorrência desleal e por apadrinhamentos políticos que prejudicam até a ingerência de cargos públicos que deveriam ser preenchidos por concursos públicos. Surge assim a falta de esperança e de estímulo.

Comemora-se a 30 de março o Dia Mundial da Juventude. Essa celebração foi criada pelo Papa João Paulo II em 1985, estando primeiramente ligado aos eventos da Igreja Católica. No entanto, com o passar do tempo, foi absorvida por outras crenças e religiões, tornando-se um pretexto para uma programação especial com atividades que despertem o interesse dos jovens para superação de crises e para colaborarem com a sociedade, deixando-a mais expressiva.

Por isso, aproveitemos a data que se avizinha para refletirmos sobre a juventude. Ela merece acolhimento, respeito e principalmente, formação e informação. Vamos colaborar para que esses atributos se transformem em realidade. Valorizemos nossos jovens que constituem um dos recursos humanos mais importantes para o desenvolvimento do país e podem ser atores sociais de mudanças positivas. Esperamos, por isso, que tenham as oportunidades um avanço completo nas áreas da Educação, Cultura, Esportes e Lazer, garantindo, assim, que se revelem em seres humanos preparados para construir um futuro melhor para todos e o sinal verde se abra para eles, definitivamente...

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí


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