Jundiaí

Pontos de turismo sentem impactos das medidas mais restritivas

Fiscalização mais rígida tenta evitar a vinda de turistas e a propagação da covid-19


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Cesar Leonardi diz que a presença de turistas caiu, derrubando também o movimento do local
Crédito: ARQUIVO JJ

O final de semana em Jundiaí foi de fiscalização mais rígida para evitar a vinda de turistas e a propagação do coronavírus. Entre as medidas adotadas, as forças de segurança promoveram barreiras na cidade, principalmente em vias de acesso a Jundiaí e pontos turísticos, e um decreto municipal proibiu a comercialização de bebidas alcoólicas, inclusive em deliveries.

O resultado foi a queda no movimento em pontos turísticos de Jundiaí e o prejuízo nos pontos de vendas. O proprietários de uma lanchonete no bairro Roseira, César Leonardi, diz que a presença de turistas caiu, derrubando também o movimento do local.

Leonardi adotou o delivery e aos poucos se adapta. "A gente está seguido rigorosamente as regras, montamos drive-thru também e este foi o primeiro final de semana que tivemos delivery, mas de final de semana, acredito que 70% do público é turista. Eu acredito que deva ter comércio que não consiga retornar depois da pandemia porque a gente depende de turista", conta ele sobre o negócio local de muitas pessoas da região.

Ele diz que as mudanças tem refletido no comportamento dos turistas. "Recebemos alguns turistas que estacionam aqui para depois andar de bicicleta. Na volta costumavam consumir algo, mas agora entram no carro e vão embora", diz.

A proprietária de um restaurante no bairro Terra Nova, Marcela Pavan, fala que o fechamento do restaurante causou impacto também no açougue. "O impacto foi maior devido ao fechamento. Teve fiscalização no bairro, mas aqui não. Só que impactou no volume de vendas porque as pessoas gostavam de vir visitar o local. Quando querem comprar, as pessoas gostam de vir, então, sem poder, a pessoa perde o atrativo."

Ela diz que os clientes também estão mais receosos por conta do momento delicado da pandemia. "A pandemia mais grave também faz cair o movimento. As pessoas mais conscientes estão em casa. Aumentou o delivery, mas o movimento caiu bastante. A quantidade de ciclistas aqui também diminuiu consideravelmente. No último final de semana, não tivemos a visita de nenhum ciclista na loja", relata.

BEBIDAS

Por outro lado, com a proibição de venda de alcoólicos, algumas adegas conseguiram vender como nunca, principalmente na sexta-feira (26), véspera do vigor do decreto. Este foi o caso da adega de Wanderlei Leandro Vieira. "Na sexta-feira o movimento foi uma loucura, muito intenso. Quando saiu a notícia da proibição da venda de bebida alcoólica, o pessoal correu para estocar. Tinha uma fila de carros enorme para comprar e acabaram se aglomerando na porta. Foi o dia mais movimentado desde que abrimos em Jundiaí", explica ele criticando a medida restritiva, que saiu pela culatra.

Com outra loja em Itupeva, Vieira diz que algumas entregas foram feitas em Jundiaí. "A medida do prefeito não adiantou. Quem queria comprar bebida, deu um jeito de comprar. Acho que precisa tomar medidas em outras áreas, a lei seca não adiantou. A loja de Itupeva acabou vendendo mais porque entregou para Jundiaí, quer dizer, atendeu o público das duas cidades", conta Wanderlei sobre a medida que, no negócio dele, acabou sendo até vantajosa.

(Nathália Sousa)

 


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