Jundiaí

Jundiaí fecha fevereiro com 877 vagas geradas

CAGED Entre contratações e desligamentos, o setor de Serviços foi o que mais gerou empregos na cidade


            ALEXANDRE MARTINS
Carlos Pedroso afirma que os acessórios dependem da venda de carros
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Puxada pelo setor de Serviços, a geração de empregos em Jundiaí, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foi positiva, com saldo de 877 contratações a mais que demissões em fevereiro deste ano. Com um número muito além dos demais postos, o setor registrou saldo positivo de 757 vagas, com 4.248 admissões e 3.491 demissões.

Em seguida, o setor de Construção registrou saldo positivo de 87 vagas, com 412 admissões contra 325 demissões. A Indústria, por sua vez, também teve saldo positivo, embora mais tímido, com 38 vagas geradas, sendo 1.299 admissões contra 1.261 demissões.

Já os setores de Agropecuária e Comércio do município registraram saldos negativos no mês de fevereiro. A Agropecuária registrou uma admissão e três demissões. O Comércio registrou 1.559 admissões e 1.562 desligamentos.

VOLTA ÀS RUAS

Para os profissionais do setor, os números são importantes para mostrar o crescimento, mesmo diante da pandemia. O proprietário de uma autoelétrica e mecânica na rua Retiro, William Silva, percebeu o aumento no movimento nos últimos meses.

"A demanda está bem grande e precisei contratar mais três funcionários. Muitos carros ficaram parados durante a pandemia e quebraram e agora os clientes estão voltando às mecânicas", comenta.

A alta procura por carros usados, causada pela baixa produção dos novos durante a pandemia, ajudou a alavancar os negócios. "O cliente, ao almejar comprar um veículo usado, confia no nosso serviço e o traz aqui para a gente analisar, ver se não tem problemas", acrescenta.

DEPENDÊNCIA

Oferecendo um serviço que fica na ponta de uma cadeia, Carlos Pedroso, proprietário de uma loja que coloca som, alarme e filme em veículos, afirma que seu movimento depende da venda de carros, mais baixa agora.

"Depois da covid, o movimento piorou. O ano passado ficou estável, mas não foi como era antes. No final de 2020 começou a aquecer as vendas e em janeiro e fevereiro o movimento foi bom, até achei que não seria, mas uma leve queda este mês", relata.

A partir do momento em que fecha o setor do automobilismo o setor sente o impacto. "Fábrica montadora param, fecham garagens, estacionamentos e nos atinge primeiro. Estava melhorando mas, com essa segunda onda, deu uma caída", afirma Pedroso.

HOME OFFICE

Com as pessoas em casa, houve uma queda no setor de lavanderias, mesmo assim não houve fechamento das portas. "Em lavanderia doméstica é normal cair o movimento no começo do ano porque o pessoal está de férias e viaja. Começa a subir o movimento em março quando voltam de férias e vai até o meio do ano, quando começa o frio, então as pessoas procuram a lavanderia para lavar casacos, cobertores", diz José Silvestre, proprietário de uma lavanderia.

Neste ano, porém, o mês que marca o aumento do movimento foi de queda por causa do cenário. "Com a pandemia pior, as pessoas trabalham em home office, então, executivos que lavavam bastante terno, camisa, não lavam mais. Eu tinha uma ajudante, mas não tenho mais. Com a pandeia, teve queda na procura do serviço", conta ele.


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