Jundiaí

Os efeitos da pandemia em crianças e adolescentes

Isolamento é fator importante para aparecimento de transtornos psiquiátricos


ARQUIVO PESSOAL
O psiquiatra Márcio Ueda diz que é preciso observar cada atitude
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

A pandemia impõe um sofrimento psíquico para todas as faixas etárias. O isolamento físico é de proteção, mas também é o fator importante para o aparecimento de transtornos psiquiátricos.

Segundo o psiquiatra do Hospital Universitário (HU), Márcio Ueda, essa situação sem perspectiva do final traz uma incerteza do futuro, levando a um sentimento de desesperança e medo, como consequência não só a ansiedade, mas a depressão.

"Com a pandemia podemos identificar vários transtornos desadaptativos e disfuncionais desde o temor de ser contaminado pelo vírus, medo de sair de casa, mudanças de comportamentos dos mais diversos, além do retraimento social, alteração do padrão do sono, transtorno alimentar, irritabilidade, descontrole emocional, compulsão a jogos e filmes de internet", relata.

Do ponto de vista psiquiátrico, os transtornos mais comuns são ansiedade, depressão, fobias, síndrome do pânico, transtorno alimentar, transtornos desadaptativos, estresse pós-traumático e até transtorno de humor.

O psiquiatra ressalta que os noticiários e Fake News contribuem para causar mais ansiedade e angústia. "Qualquer mudança de comportamento é preciso ficar atento e caso a situação persista é preciso procurar ajuda profissional", ressalta.

É preciso estabelecer rotinas e limites como fazer exercícios físicos, meditações, boa alimentação, horário de estudar, brincar e horário de dormir. "Procurar largar o mundo virtual, propor brincadeiras mais lúdicas e mexer com horta também seria um bom recurso", reforça ele.

(Da Redação)

 


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