Jundiaí

Sepultamentos crescem 28,25% no 1º trimestre

ÓBITOS Comparando com o mesmo período de 2020, os cemitérios municipais sepultaram mais neste ano


      ALEXANDRE MARTINS
O Montenegro ainda tem algumas sepulturas e columbários sem uso
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Os cemitérios municipais de Jundiaí, Nossa Senhora do Desterro, no Centro, e Nossa Senhora do Montenegro, no Jardim do Lago, realizaram 28,25% mais sepultamentos no primeiro trimestre deste ano em comparação ao período do ano passado.

De acordo com dados da Fundação Municipal de Ação Social (Fumas), administradora do Serviço Funerário Municipal, nos três primeiros meses de 2020, o Desterro sepultou 175 pessoas, enquanto este ano, o número saltou para 230.

Já no Montenegro, foram 225 sepultamentos em 2020 e 283 nos primeiros meses deste ano.

O mês mais destoante entre os dois anos foi março, com aumento de 51,4% nos sepultamentos nos dois cemitérios. Não coincidentemente, março também foi o mês com o maior número de óbitos causados pela covid-19 registrados em Jundiaí desde o início da pandemia. Foram 182 vítimas, 60 a mais que o registro de julho de 2020, até então, pior mês da pandemia no município. Aumento de quase 49%, mas vale ressaltar que nem todos os óbitos são causados pelo coronavírus.

Esperando pera sepultar o pai, vítima de uma parada cardíaca sem relação com a covid-19, Luciano Aparecido diz que ele e outros parentes esperavam vê-lo. "Ele teve uma parada cardíaca e não disseram para nós que o caixão seria lacrado, soubemos só agora. Chegamos aqui 8h da manhã e ainda estamos esperando para poder vê-lo. Tem gente que veio de outra cidade, não custava deixarem a gente olhar por 10 minutos", diz ele já às 15h sobre a norma do caixão lacrado de vítimas da covid-19 sendo aplicada ao pai, que não morreu pela doença.

A família, no entanto, não teve dificuldade para conseguir uma sepultura. "Já tinha o jazigo da minha mãe, utilizamos o mesmo."

CAPACIDADE

A Fumas informa que os cemitérios públicos de Jundiaí, Nossa Senhora do Desterro e Nossa Senhora do Montenegro, possuem juntos cerca de 17 mil sepulturas, cujas concessões estão aptas a serem utilizadas pelas famílias por elas responsáveis.

Ainda existem 38 columbários livres, espaço onde os mortos são sepultados na vertical, conhecidos como 'gavetões', além de 23 sepulturas cuja venda é destinada apenas para sepultamento imediato e 17 columbários para obesos.

Também no cemitério Nossa Senhora do Montenegro foram construídas 25 sepulturas no final do ano passado. A maioria delas, 21, ainda sem a personalização feita por familiares após o enterro, como a colocação de pedras decorativas e revestimento no exterior. Elas são destinadas a sepultamentos que acontecem no dia.

A Fumas conta com parceria com o Cemitério Parque Memorial da Paz, com cerca de 2 mil jazigos (com três gavetas cada) para a destinação de sepultura de interesse social. Referente ao sepultamento de interesse social, quando a família se encontra em situação de vulnerabilidade, é realizado o sepultamento e, após o procedimento, a Diretoria Social da Fundação realiza entrevista e análise para verificar a possibilidade de enquadramento no sepultamento de interesse social, que não tem custos.

Os sepultamentos de pessoas com suspeita ou positiva para covid-19, conforme previsto no Decreto Municipal Nº 28.920, são realizados sem velório e com a remoção do caixão lacrado para sepultamento imediato. Os agentes e auxiliares funerários fazem os procedimentos usando a paramentação necessária, com macacão, luvas e máscaras.


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