Jundiaí

Com 98,23% de coleta de esgoto, Jundiaí está entre 20 melhores do País

O Ranking Saneamento 2021 do Trata Brasil aponta a cidade como uma das 20 melhores em oferecimento de serviço de coleta de esgoto e 100% de tratamento


Osmar Moda/Prefeitura de Jundiaí
Estações de tratamento de esgoto
Crédito: Osmar Moda/Prefeitura de Jundiaí

O Ranking do Saneamento 2021, divulgado pelo Instituto Trata Brasil, mantém Jundiaí entre os municípios de destaque na área em âmbito nacional. Um dos principais pontos positivos para a cidade está relacionado ao esgoto: Jundiaí integra o seleto grupo das 20 melhores no País, com índice de 98,23% de atendimento. O município também se destaca no tratamento do esgoto. Na cidade, 100% do esgoto coletado passa por tratamento e volta limpo à natureza.

O estudo aborda os indicadores de saneamento das 100 maiores cidades do país, com base nos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), ano 2019, divulgado pelo Ministério das Cidades.

 

Os números registrados por Jundiaí coincidem, em diversas áreas, com as primeiras posições do ranking. De modo geral, em nível nacional, a cidade aparece na 28ª posição, disputando com capitais como São Paulo (SP) e Palmas (TO). No Estado de São Paulo, o município ocupa a 12ª posição.

O ranking reconhece os esforços feitos por Jundiaí para a universalização do saneamento e indica que a cidade pode melhorar em investimentos e perdas, áreas nas quais a DAE tem atuado.

“Notamos que os municípios que estão à frente de Jundiaí contam com novas redes de água e esgoto, o que contribui para que alcancem melhores índices em perdas, por exemplo. A DAE tem buscado investir no setor, por meio da troca de hidrômetros e da instalação de macromedidores nos bairros, que atuam diretamente nesta questão. Com isso, diminuiremos as perdas e aumentaremos a eficiência”, avalia o diretor presidente, Walter da Costa e Silva Filho.

 

Histórico

As iniciativas de Jundiaí relacionadas ao esgoto são fruto de um planejamento de décadas. Em 1984, a cidade aderiu ao Cerju (Comitê de Estudos e Recuperação do rio Jundiaí), uma parceria tripartite entre o Governo do Estado (representado pela Cetesb), a Prefeitura de Jundiaí (representada pela DAE) e as indústrias (representadas pelo Ciesp), com o objetivo de despoluir completamente a bacia do rio Jundiaí, um dos afluentes do rio Tietê na cidade de Salto.

Em 1996, a DAE fez a concessão do tratamento de esgoto à iniciativa privada. Com isso, a Companhia Saneamento de Jundiaí (CSJ) implantou e, desde então, opera a Estação de Tratamento de Esgoto Jundiaí (ETEJ).

Como resultado destas ações, o rio Jundiaí passou de Classe IV para Classe III, próprio para consumo humano, após o tratamento correto. A mudança de classe, ocorrida em 2017, é considerada um marco na gestão dos recursos hídricos. “Com o Cerju e a reclassificação do rio Jundiaí, mostramos que o envolvimento dos mais variados segmentos da sociedade é essencial para conquistarmos melhorias importantes”, pontua o diretor presidente da DAE, Walter da Costa e Silva Filho.

Também contribui para isso o fato de que, mais recentemente, houve a aprovação do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), documento que está em consonância com as orientações da Lei Federal nº 11.445/2007 e que foi realizado em parceria com a Prefeitura de Jundiaí. O PMSB foi instituído pela Lei nº 8.881, de 13 de dezembro de 2017, e agora também norteia as iniciativas da empresa.

 


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