Jundiaí

Competições internacionais vivem incertezas e preocupam viajantes

Pessoas que costumam acompanhar esses torneios se mostram frustadas


                     ALEXANDRE MARTINS
Vladimir Manzato dos Santos já presenciou diversas competições, mas desistiu de ir para Tóquio
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Competições internacionais se tornaram inviáveis para o público externo devido à pandemia. E pessoas que costumam acompanhar esses torneios se mostram frustadas com a situação das incertezas que vivem.

O advogado Vladimir Manzato dos Santos, de 59 anos, já presenciou duas Copas do Mundo e tinha planos para a Olimpíada de Tóquio. "A intenção era ir para as finais do torneio de futebol nos Jogos Olímpicos do Japão ou pegar as finais do atletismo, mas agora se tornou totalmente impossível, além da incerteza de acontecer a competição", lamenta.

Manzato começou a acompanhar competições internacionais com a Copa América de 2011, na Argentina. "Sempre assistia aos jogos olímpicos pela televisão, até que consegui ver ao vivo pela primeira vez aqui no Brasil, em 2016, além da Copa do Mundo de 2014. Também em 2016, presenciei uma competição de tênis em Londres. E em 2018, fui para Rússia ver os jogos da Copa do Mundo", comenta.

Vladimir conta que não se programa para fazer as viagens, ele vai quando está disposto. "Eu e meus amigos decidimos ir para a Rússia, por exemplo, de uma hora para outra. Eles me ligaram, perguntaram como estava e contaram a proposta, não pensei muito, peguei minhas coisas e fui", afirma.

O engenheiro Diego Mariano viaja junto com sua esposa Larissa Quintino, mas não tinham planos para ver a próxima competição internacional. "Por sorte, eu e minha esposa decidimos pular os jogos de Tóquio, pois cogitávamos ir para a Copa do Mundo do Catar em 2022 e para os Jogos Olímpicos de Paris em 2024, então tivemos que fazer uma escolha", conta.

Diego já presenciou os Jogos Olímpicos de 2016 e as Copas do Mundo de 2014 e 2018. E afirma que acompanhava e praticava diversos esportes, isso o motivou para ir atrás dessas competições. "Sempre foi um sonho poder participar de eventos tão grandes e que envolvem tantos competidores do mais alto nível. E sentir essas emoções de perto é algo indescritível. Além de futebol, natação é meu esporte favorito, porém, quando se trata de olimpíada, procuro assistir ao máximo possível, desde os mais badalados como vôlei, basquete e atletismo, como os menos expressivos", comenta.

Para o engenheiro, participar dos eventos internacionais vai além do caráter esportivo. "É uma oportunidade enorme de conhecer novas culturas e confraternizar com diferentes povos. Um momento em que todos, ou quase todos, estão querendo se divertir e compartilhar bons momentos. Claro que a tensão da competição existe, mas a diversão sempre prevalece", afirma.

(Lucas Hideo)

 


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