Jundiaí

Profissionais não tiveram a chance da imunização

EDUCAÇÃO Muitos estiveram expostos durante o serviço essencial, mas alguns não resistiram


Arquivo pessoal
Maria Alice Zomignani Manzatto estava trabalhando remotamente
Crédito: Arquivo pessoal

A vacinação dos profissionais da área de educação em Jundiaí começa no próximo dia 12 de abril para aqueles acima dos 47 anos, tanto para o ensino público quanto privado, mas infelizmente alguns morreram sem ter a chance da imunização.

Uma destas profissionais que não venceu a covid foi a Auxiliar de Desenvolvimento Infantil (ADI), Claudia Torres, que morreu neste final de semana aos 39 anos. Seu irmão, o cabeleireiro Sérgio Santos acredita que ela contaminada na escola. "Ela sempre lutou para que as aulas não voltassem porque as crianças eram vetores. Tem um monte de profissional da educação com covid. Só na unidade em que ela trabalhava tinham 12 pessoas doentes."

Ele diz que a irmã trabalhou durante o período de pandemia. "No meu salão, duas pessoas apresentaram sintomas e ela ajudava lá, mas não estava indo e no dia em que os funcionários tiveram sintomas, ela ia à tarde, mas não foi porque não estava bem. Quatro dias depois, ela teve febre e foi para o pronto-socorro. Fez o exame de sangue e recebeu o kit de covid."

O irmão, que já foi enfermeiro, resolveu verificar como estava a respiração de Claudia. "Eu fui 'auscultar' o pulmão e tinha uma região que não estava ventilando. Falei para ir ao hospital, mas acho que estava com medo".

Cláudia ficou internada por uma semana e apresentou melhoras. Na ocasião o hospital até chegou a avisá-lo para comprar remédios e assinar um termo para levar um cilindro de oxigênio para casa. "A médica disse na quinta que ela teria alta entre sexta e sábado. Só que na sexta à noite ela voltou a passar mal e ninguém falou nada. No sábado me ligaram por volta das 18h para ir ao hospital, achei que fosse para buscar a minha irmã, mas infelizmente recebi a notícia de sua morte", conta Sérgio ao lembrar que a irmã teve 14 paradas cardíacas.

SEM IMUNIZAÇÃO

Outra vítima da covid é professora Maria Alice Zomignani Manzatto. Ela morreu no final de semana aos 53 anos e, segundo o filho André Manzatto, ela trabalhava remotamente e foi contaminada depois do pai. "A gente não sabe onde foi a contaminação. Meu pai pegou primeiro, teve sintomas antes e ficou internado, mas ela ficou muito pior. Quatro dias depois da internação dele, ela foi para o hospital", comenta.

Ela ficou internada 12 dias e não resistiu. "No dia seguinte da intubação, a médica disse que ela tinha tido uma infecção e não estava respondendo mais, era só esperar para ela morrer", lamenta.

Também filha de Maria, Beatriz Manzatto conta que a mãe não dava aulas presenciais porque trabalhava com educação especial. Ela seria uma das imunizadas neste momento porque possuía idade para ser contemplada na imunização de professores.

As categorias que estão habilitadas nesta primeira etapa de vacinação são professores, merendeiras, auxiliares de serviço geral e faxineiras, secretários da escola, diretores e vice-diretores, professores coordenadores pedagógicos e cuidadores (auxiliar de desenvolvimento infantil).

Para que esse público seja habilitado para a vacinação é necessário realizar cadastro no sistema estadual VacinaJá/Educação, com encaminhamento de informações e comprovantes. No Município, a aplicação será feita em pontos estratégicos, os quais serão divulgados pela Prefeitura.

 


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