Jundiaí

Lavanderias apostam em limpeza de tapetes, cortinas e almofadas

HIGIENIZAÇÃO Com o home office, pessoas não estão usando ternos e camisas sociais diariamente, itens que geravam a maior parte da renda das lavanderias


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Américo Milanese conta que a renda da lavanderia caiu 80% em um ano
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O serviço nas lavanderias especializadas em roupas diminuiu consideravelmente durante a pandemia porque quem utilizava o serviço para lavar roupas sociais como ternos e camisas para o trabalho entrou em home office e mudou a rotina.

Agora, para alavancar as vendas, as empresas precisaram se reinventar e alterar o nicho de higienização. O proprietário de uma lavanderia localizada no Jardim Ana Maria, em Jundiaí, José Américo Milanese Filho, afirma que a renda diminuiu cerca de 80% em um ano de pandemia e por iss tem investido em itens residenciais como cortinas e almofadas.

"Justamente por conta das pessoas estarem em casa, os itens residenciais acabam sujando mais. Cortinas, tapetes, almofadas e capas de sofá acabam sendo os itens que as pessoas mais mandam para a lavanderia, pois é mais difícil lavar em casa, principalmente quem mora em apartamento", afirma.

Em épocas normais, a chegada do outono e posteriormente o inverno faria com que os serviços aumentassem. Com a pandemia, o proprietário revela que ainda não percebeu grande mudança. "Essa época do ano faria com que as pessoas trouxessem aqueles casacos mais pesados, pois muitos viajavam para lugares mais frios. Com as viagens sendo impedidas de acontecer, não vimos grande aumento de demanda", afirma ao lembrar a queda na casa dos 80% com a chegada da pandemia.

Para Luciana Fernandes, proprietária de uma lavanderia localizada no Jardim Santa Teresa, o cenário é um pouco diferente. Ela acredita que com a chegada do inverno haja um aumento de 20% a 30%. "Os clientes querem aqueles edredons e cobertas que ficaram guardados por meses limpinhos e cheirosos para usar. Muitas vezes são itens grandes e difíceis de higienizar em casa, por isso o serviço aumenta neste período", revela.

A proprietária afirma que atualmente, a lavagem de tapetes, cortinas, almofadas, bichinhos de pelúcia e até mesmo itens de decoração tem mantido a lavanderia em funcionamento. "Outro item que estamos sempre recebendo é a roupa de cama. Muitas famílias que tinham ajuda de uma diarista em casa não tem mais, por conta da pandemia. Com isso, acabam contando com o nosso serviço para lavar e passar os lençóis e fronhas", conta.

A lavanderia de Ronaldo Lopes da Silva, localizada no Eloy Chaves, também é exemplo de quem precisou se reinventar. "Quando São Paulo entrou em fases menos restritivas, a situação tinha melhorado um pouco. Agora o serviço voltou a cair consideravelmente. Higienização de roupas de festa e vestidos de noiva, que tinham bastante demanda, caíram cerca de 90%. Já camisas e roupas sociais, aproximadamente 60%. O que nos mantém abertos são os itens de casa como tapetes, cortinas e roupas de cama, pois muitas famílias, principalmente que possuem crianças e animais de estimação, relatam que esses itens sujam ainda mais, atacando problemas respiratórios como rinite, por exemplo", relata.


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