Jundiaí

Ajuda diminuiu no isolamento


Arquivo pessoal
A protetora Márcia Ienne com um dos seus animais adoentados
Crédito: Arquivo pessoal

As redes sociais também são utilizadas por protetores de animais para arrecadar alimentos ou auxiliar no tratamento veterinário de algum animal resgatado. De acordo com a protetora Márcia Regina Ienne, a pandemia fez com que aumentasse o número de animais abandonados e ao mesmo tempo reduziu a quantidade de pessoas dispostas a ajudar.

Em 2019, ela tinha 20 padrinhos, que auxiliavam todos os meses com R$ 20. Na metade de 2020 passou a ser 14 e atualmente apenas nove pessoas colaboram periodicamente. "E o número de pessoas que perderam o emprego e acabaram colocando os animais na rua é assustador", diz.

Márcia cuida de 30 gatos e 22 cachorros, o que significa um gasto de 100kg de ração para cães adultos e 60kg de ração para cães idosos, além de outros 70kg de ração para gatos. Além disso, atualmente está em campanha para pagar o tratamento de três cães. "Um cão resgatado caiu e fraturou o maxilar. Só essa cirurgia custou R$ 5 mil", conta.

O medo da protetora é ficar devendo muito dinheiro na clínica veterinária. "Se fica muito alto o valor, eles bloqueiam o atendimento", explica. Segundo ela, o Debea (Departamento do Bem-Estar Animal, de Jundiaí) já não auxilia mais com atendimento veterinário. "Antes eram atendidos 10 animais por dia. Era difícil porque tínhamos que chegar às 6h com o animal lá na sede do Debea. O período que eu fiquei sem carro foi o pior, por ter que levar o animal em transporte público. Mas o atendimento era ótimo, faziam todos os exames. Agora com a pandemia, não tem mais esse atendimento diário, eles só recebem casos de extrema urgência, como atropelamentos."

Em nota, o Debea informa que, "em virtude das fases mais restritivas do Plano São Paulo, os atendimentos do departamento têm sido realizados, no entanto, aqueles que não são de urgência e emergência têm sido mais espaçados, para evitar aglomerações no local."

O departamento também afirma que os mutirões de castrações têm sido realizados, sendo que o último ocorreu em fevereiro. Contudo, informam que o objetivo é atender as famílias em situação de vulnerabilidade social.


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