Jundiaí

Jundiaí retorna a Fase Vermelha com poucas alterações

As alterações entram em vigor na próxima segunda é valem até dia 18


ALEXANDRE MARTINS
Atendimento presencial nos serviços não essenciais continuam restritos
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Jundiaí publicou nesta sexta-feira (9) um decreto específico de retorno à Fase Vermelha, alinhado ao Plano São Paulo de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, do governo do Estado de São Paulo. As medidas valem até o próximo dia 18 de abril.

As alterações entram em vigor na próxima segunda-feira (12) com algumas mudanças, entre elas, permissão de retirada de produtos para shoppings, comércio, restaurantes e outras atividades, mas continuam em vigor a restrição de atendimento presencial em todos os serviços não essenciais e o toque de recolher das 20h às 5h.

Outras mudanças incluem a permissão de realização de campeonatos esportivos profissionais a partir das 20h com testagem e protocolos sanitários mais rígidos e o atendimento presencial em comércio de materiais de construção.

Para as entidades, o avanço para a Fase Vermelha não traz mudanças significativas para os comerciantes, pois as restrições ao atendimento presencial ainda permanecem, de acordo com o Plano SP.

Na área industrial, não há alteração pois o serviço não parou. O diretor-titular do Ciesp Jundiaí, Marcelo Cereser, o principal ponto é a retomada das lojas de material de construção. "Isso gera um pequeno alento na indústria e futuramente no comércio local. As áreas de comércio e serviços estão sofrendo muito com essas medidas. Quanto antes pudermos reabrir, seguindo todas as restrições, melhor será", afirma.

O presidente da Associação Comercial Empresarial (ACE) de Jundiaí, Mark William Ormenese Monteiro, afirma que a permissão da retirada dos produtos pelos clientes em estabelecimentos de shoppings, de rua, bares, restaurantes e outras atividades é um pequeno avanço mas o comerciante precisa retomar as suas atividades presenciais para conseguir manter o negócio e funcionários. "Sabemos da importância das restrições para conter o avanço da covid, mas percebemos que fechar o comércio não foi uma medida eficaz. As lojas estão fechadas mas parte da população continua descumprindo as regras e isso prejudica cada vez mais o comerciante", afirma.

Para o Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí e Região (Sincomercio) e a Câmara de Dirigentes Lojistas de Jundiaí (CDL), a permissão para retirada de produtos e alimentos nos estabelecimentos comerciais traz um pequeno respiro. "Avaliamos como positiva a permissão do atendimento presencial nas lojas de material de construção. Porém, as medidas ainda não são suficientes para estancar o sangramento dos comerciantes que amargam prejuízos cada vez mais e não medem esforços para manter seus negócios e garantir os postos de trabalho", afirma Edison Maltoni, presidente do Sincomercio e da CDL.

EDUCAÇÃO

Em Jundiaí, as aulas das escolas municipais permanecem em sistema remoto até 16 de abril, com a entrega de atividades impressas para as famílias que não possuem acesso aos recursos tecnológicos, como tem sido feito até o momento. O retorno gradual das aulas, em sistema híbrido, dependerá do cenário pandêmico local.

(Mariana Checoni)

 


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