Jundiaí

Novo Horizonte continua líder nos casos de covid

OESTE Mesmo tendo uma das maiores UPAs do município, a região está no topo da lista de registros


                    ALEXANDRE MARTINS
Aliete Alves Silva diz que nem todos respeitam medidas as sanitárias
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

A região do Novo Horizonte tem registrado os mais altos índices de casos de covid-19 desde o início da pandemia. São 2.989 contabilizados, porém com mortalidade baixa, apenas 36 óbitos, bem menos do que Jardim do Lago, Cecap e Vila Maringá, bairros que têm bem menos casos confirmados.

Segundo a Prefeitura de Jundiaí, a quantidade alta de casos de covid-19 no Novo Horizonte se dá pela maior densidade demográfica da região, onde predomina uma população adulta, jovem e economicamente ativa, ou seja, população que mais se contamina com o vírus desde o início da pandemia.

O fato de a comunidade ter à disposição uma das maiores Unidades de Pronto-Atendimento (UPA) do município, foi determinante para que a evolução de muitos casos fosse favorável, já que o atendimento é feito localmente.

Até a tarde de terça-feira (13), dos 14 leitos covid disponíveis na UPA Vetor Oeste, 10 estavam ocupados. Um dos pacientes utiliza ventilação mecânica. A unidade atende pacientes de qualquer região da cidade, conforme preconiza o Sistema Único de Saúde (SUS).

Na primeira semana de março, a média de atendimentos diários de covid na UPA Vetor Oeste foi de 64,7. Na primeira semana de abril, este número subiu para 69. Quanto ao público atendido no local, o perfil no começo da pandemia, em 2020, foi caracterizado por adultos e idosos com alguma comorbidade associada, sendo mais homens acometidos pela doença do que mulheres.

Em 2021, o perfil dos pacientes é adulto, em sua maioria com idade entre 30 e 60 anos, com ou sem comorbidades, sem distinção de sexo.

POPULAÇÃO

Usuária da UPA Vetor Oeste, Joana Soares diz que vai ao local periodicamente. "O atendimento está sendo bom e tem muito menos gente, acho que é por causa da pandemia. Passei com o ortopedista e ele é ótimo", comenta.

Autônoma, Aliete Alves Silva frequenta a Clínica da Família, ao lado da UPA, diariamente para um tratamento. "Achei que melhorou porque agora tem menos gente vindo. Venho todos os dias, preciso tomar uma injeção para um tratamento", diz ela.

Sobre a percepção da região onde mora, Aliete diz que há diferentes comportamentos. "Alguns respeitam e outros não. Os jovens vivem em grupo, sem usar máscara. Eu procuro fazer o certo", comenta.

Balconista de uma farmácia que fica próxima à UPA, Denilson Carrera diz que desde o início da pandemia, a venda de remédios utilizados popularmente no tratamento e na prevenção da covid-19 aumentou. "Cloroquina e Hidroxicloroquina diminuiu a busca, agora é mais Dexametasona, Ivermectina, Azitromicina, Prednisolona e Zinco. Nossas vendas só aumentaram por causa desses remédios e de vitaminas, que as pessoas têm procurado para melhorar a imunidade."

Para ele, de modo geral, as pessoas do bairro estão com mais medo da infecção neste estágio da pandemia. "Algumas pessoas têm mais receio, mas sempre tem bastante gente que não dá importância para o problema", relata.

Trabalhando em um comércio da família, também próximo à UPA, Amanda Cristina Pereira da Silva vê menos gente transitando. "Acho que diminuiu a quantidade de pessoas na rua, mas poucas pessoas usam máscara na rua, usam mais quando vão entrar em algum comércio."

Ela acredita que o alto número de infectados se deve, de fato, à quantidade de pessoas que residem na região. "São vários bairros, o Residencial, o Almerinda, o Novo Horizonte, então tem uma população grande. Acho que isso é um dos fatores", pondera.


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