Jundiaí

Estoque do kit intubação deve durar no máximo 36 dias na rede pública

Os bloqueadores musculares têm estoque para 37 dias, enquanto os sedativos para 36


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Jundiaí não tem problemas de falta de anestésico para intubação
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Os medicamentos usados para a intubação de pacientes com covid-19 geraram alerta dos órgãos de saúde de todas as esferas, pois todo o estado de São Paulo tem uma crise de abastecimento deles.

Em Jundiaí, segundo a Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), não houve registros da falta de medicamentos na rede pública. Os bloqueadores musculares têm estoque para 37 dias, enquanto os sedativos para 36. Já os analgésicos estão com estoque para 100 dias.

Mesmo com o estoque reduzido, Jundiaí também não registrou a falta de antibióticos, entre outros insumos e equipamentos utilizados no atendimento do paciente covid-19, inclusive oxigênio.

Segundo o gestor de Saúde de Jundiaí, Tiago Texera, o Hospital São Vicente (HSV) repôs parte do estoque recentemente. "O São Vicente compra estes medicamentos de maneira direta com os fornecedores. Parte do que chegou ao hospital foi recebida do governo do estado, que repassou estes remédios da União. Parte conseguiu receber de um pedido feito ao fornecedor", explica.

A prefeitura afirma que, em conjunto com o HSV, permanece em trabalho diário junto aos fornecedores, no intuito de garantir estoques para assistência aos pacientes.

ESTADO

Atualmente há falta de alguns insumos no mercado nacional, o que preocupa, pois a doença continua se propagando, apesar das medidas de restrição.

O governo de São Paulo pediu ao Ministério da Saúde o envio em até 24 horas dos medicamentos que fazem parte do chamado "kit de intubação" para evitar colapso no atendimento de pacientes internados em UTI em estado grave com covid-19 nos hospitais do estado.

A solicitação consta em ofício assinado pelo secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, enviado ao Ministério nesta terça-feira (13), com cópia para a procuradora geral do estado, Maria Lia Porto Corona.

"Em 40 dias, a secretaria do Estado da Saúde mandou o quantitativo de nove ofícios para o Ministério da Saúde. Ontem foi o último ofício que nós mandamos porque nós precisamos do apoio do governo federal para aquisição centralizada dos kits intubação. São dois grupos de medicações que realmente causam disputas para todos os entes federais e também municipais. De neuromusculares e anestésicos", afirmou o secretário.

Em nota, a secretaria reforçou que a última entrega do governo federal para São Paulo ocorreu no final de março, com 6% do que é preciso para atender a demanda mensal da rede pública do estado.

O kit é composto por sedativos e neurobloqueadores, usados para relaxar a musculatura, a caixa torácica e ajudam os pacientes permanecer com ventilação mecânica e a suportá-la. (Nathália Sousa)

 


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