Jundiaí

Streamings on-line são vistos como investimento cultural

Durante a pandemia, filmes, séries e livros são boas opções para preencher algumas horas vagas.


                               ALEXANDRE MARTINS
Juliana faz uso do Kindle e tem o costume de ler durante a semana
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

As plataformas de streaming têm feito cada vez mais sucesso, fazendo com que muitas pessoas assinem seus serviços para aproveitar um entretenimento de qualidade e em casa. Durante a pandemia, filmes, séries e livros são boas opções para preencher algumas horas vagas.

Juliana Débora da Silva tem 33 anos e é professora de matemática. Atualmente, possui assinaturas na Netflix, Globoplay e Kindle Unlimited, para assistir a filmes, séries e ler bons livros, gastando cerca de R$ 70 por mês. "Eu acho que é um investimento em entretenimento e cultura, e são serviços de qualidade que merecem atenção. Quando sobra tempo, é interessante imergir nesse universo porque ele tem muito a oferecer", diz.

A existência de várias plataformas garante maior variedade de conteúdos. "Eu assino mais de um serviço porque são plataformas variadas que se complementam. O Kindle, por exemplo, eu assino para ter acesso aos livros em formato digital e os levo para todo lugar. Também adoro assistir a filmes na Netflix e vejo muitas séries bastante originais na Globoplay", explica Juliana.

Para muitos, o uso das plataformas aumentou, mas com a professora foi diferente. "Por conta das aulas on-line, meu tempo está mais escasso. Estou sempre dando aulas ou corrigindo atividades. Filmes e séries eu deixo para o final de semana, mas qualquer pausa durante o dia é uma boa hora para ler", diz.

Mesmo quando a pandemia chegar ao fim, Juliana manterá as assinaturas. "Pretendo inclusive assinar o Amazon Prime, que me indicaram. Não tenho intenção de cancelar nada", afirma.

"Eu sempre converso com os alunos e existe uma troca muito legal sobre filmes e séries. Fora isso, eu busco relacionar alguns filmes com áreas específicas da matemática, para que eles se interessem mais", explica.

FAMÍLIA

Luânderson de Barros Bezerra, de 19 anos, é auxiliar de logística e assina a Netflix, Disney e o Amazon Prime, e gasta mais ou menos R$ 70 por mês. "Há uma variedade enorme entre as plataformas, para todo mundo usar em casa. Assisto a muitos filmes da Disney com a minha irmã Eloyse, de cinco anos. São produções legais e educativas que ela gosta muito, e são ótimas para quem tem criança em casa", explica.

Para o jovem, os conteúdos servem de distração. "Durante a quarentena, aumentei o uso. Como não dá para sair, acabo assistindo nos fins de semana, enquanto faço tarefas domésticas", diz.

Quando sobra tempo, a família inteira se reúne para assistir. "Quando a gente se organiza para assistir junto, é como um cinema em família. Acaba sendo muito aconchegante", afirma o jovem.

"Existem muitas produções legais vindo por aí, inclusive as de heróis. Para continuar acompanhando todo o conteúdo, eu vou manter as assinaturas", diz.

VARIEDADE

O gerente de projetos de tecnologia, Raphael Crodelino, de 33 anos, gasta cerca de R$ 100 por mês, assinando Netflix, Amazon Prime, Disney e a AppleTV. "Considerando que eu não tenho TV a cabo e nem o hábito de assistir a programação aberta, acho que o valor compensa. Os catálogos se complementam e é sempre legal ter bastante opção, além de eu poder assistir na hora que eu quiser", diz.

"Em casa, passei a assistir mais produções por conta da pandemia. Antes, o hábito era assistir à noite, especialmente durante o final de semana. Agora, em boa parte do tempo livre eu procuro algum filme legal", afirma.

O conteúdo em outros idiomas pode ser ótimo para aprender. "Os filmes e séries me ajudaram bastante a aprender inglês. Gosto da variedade de títulos e da flexibilidade de poder assistir quando, onde e como eu quiser", explica Crodelino.

Para encontrar o streaming ideal, é bom aproveitar o período gratuito. "Com a ajuda do período de testes, conheci plataformas indicadas por amigos e acabei gostando. Mesmo assim, é normal não se identificar com o conteúdo e cancelar", afirma.

"Não pretendo me desfazer de nenhum serviço, mas existe a possibilidade de cancelar, se um dia o catálogo deixar de agradar", explica.

(Giovana Viveiros)

 


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