Jundiaí

Mesmo com incerteza, crianças estão ansiosas para as aulas presenciais

Escolas estaduais retornaram quarta-feira e municipais aguardam decisão


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Em Jundiaí, 27 mil alunos estão matriculados na rede de ensino estadual
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Jundiaí aguarda nova análise do cenário pandêmico para definir sobre o retorno gradual das aulas da rede municipal de ensino. A rede estadual por sua vez retornou as atividades na última quarta-feira, mas não há um número exato do número de alunos.

De acordo com Unidade Gestão de Educação (UGE), os alunos estão em sistema remoto desde o dia 5 de abril, mas hoje deve haver definição sobre o presencial. As escolas receberam, até o momento, apenas os alunos que precisam fazer a alimentação.

Para os pais, deixar os filhos voltarem à sala de aula, ainda é uma incerteza. A representante comercial Valéria Pinheiro Pradella, de 49 anos, tem uma filha matriculada no 2º ano de uma escola municipal e, mesmo sabendo se Maryah Pradella Berkowitz, de 6 anos, estará na escala de retorno, não se sente segura para deixá-la voltar.

"Para nós seria ótimo, principalmente por conta do aprendizado dela, mas ainda não acho que seja a hora de retornar. Sabemos que a escola está tomando todos os cuidados necessários, mas enquanto a situação não melhorar, prefiro que ela tenha aulas remotas", afirma.

Valéria conta que Maryah está muito ansiosa para ir presencialmente para a escola, mas entende a situação. "Nós morávamos em São Paulo e nos mudamos para Jundiaí, por isso ela é nova na escola, não conhece nenhum colega de classe. É um misto de sentimentos. Ao mesmo tempo que tem vontade de encontrar outras crianças tem medo de toda a situação, pois ela entende o que está acontecendo", relata.

A unidade salienta que as orientações do Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus (CEC) de Jundiaí, além do Plano São Paulo, do Governo do Estado de São Paulo estão sendo seguidas. Neste momento, as aulas ocorrem em sistema remoto, com a entrega de atividades impressas para as famílias que não possuem acesso aos recursos tecnológicos, como tem sido feito até o momento.

ESTADUAIS

As aulas presenciais da rede estadual de educação retornaram nesta quarta (7) em todo o estado em sala de aula e de forma gradual não obrigatória. Em Jundiaí, são 27 mil alunos matriculados nas 36 unidades. Desse número, a secretaria da educação ainda não divulgou quantos retornaram às atividades presenciais no primeiro dia.

Na Fase Vermelha, as escolas de todas as redes de ensino podem funcionar obedecendo o limite de atender até 35% dos alunos por dia, respeitando os protocolos do segurança. Um balanço da Secretaria Estadual da Educação aponta que a expectativa é de que entre 500 e 700 mil estudantes das escolas estaduais voltem às aulas presenciais nesta primeira semana de volta à fase vermelha.

A professora de artes Marta Ferreira Brasil, de 57 anos, é mãe de Eduardo Brasil de Almeida, de 14 anos, matriculado no 9º ano do ensino estadual. O filho, que não se encontra entre os alunos em estado de vulnerabilidade, ainda não retornou às aulas presencialmente. "A prioridade é para alunos que não possuem condições de acesso à tecnologia em casa ou que precisam do ambiente escolar. Além disso, eu sou do grupo de risco e ele prefere não ir, pois se preocupa comigo. Meu filho é privilegiado porque tem acesso à notebook e celular e a escola também fornece material de apoio", revela.

Apesar da situação, Eduardo está ansioso para o retorno. "Quando tudo normalizar ele quer voltar presencialmente. Sente muita falta dos amigos", conta a mãe.

Os alunos que optarem por não participar das aulas presenciais devem acompanhar os conteúdos no formato remoto, pelo Centro de Mídias SP, via aplicativo, com dados de internet patrocinados, ou pela TV Educação e TV Univesp e também os encontros on-line dos professores das escolas.

A recomendação é de que sejam priorizados nas atividades presenciais nas escolas estaduais os alunos com severa defasagem de aprendizado; dificuldade de acesso à tecnologia; necessidade de alimentação escolar; cujos responsáveis trabalhem em serviços essenciais e com saúde mental sob risco.

 


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