Jundiaí

Livros fazem a diferença no universo infantil

DIVERSÃO Inserir a leitura desde cedo estimula diversas habilidades socioemocionais nas crianças


ARQUIVO PESSOAL
Heloísa costuma ler para Zoe vários livros em português e em inglês
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

O Dia Nacional do Livro infantil será lembrado neste domingo (18) em comemoração ao nascimento do escritor Monteiro Lobato que por gerações alegrou os leitores com seus livros de aventura, entre eles, Narizinho e a boneca Emília.

Passado tantos anos, os livros continuam no imaginário de adultos e crianças e os profissionais da área reforçam a importância de incentivar as crianças já nos primeiros anos de vida.

A coordenadora pedagógica do Colégio Divino Salvador, Cintia Orsi, de 44 anos, explica que a criança amplia o repertório linguístico para escrita, mas sobretudo aperfeiçoa sua interpretação do mundo físico e emocional. "O encontro com as ideias do outro constitui novas formas de ver o mundo, despertando mais empatia e solidariedade", diz.

A leitura favorece a desenvoltura na escrita e na oralidade. "É uma excelente oportunidade para trabalhar habilidades socioemocionais, por meio das emoções que as histórias provocam", explica Cintia.

ALFABETIZAÇÃO

Heloísa Sampaio tem 18 anos e costuma ler com a irmã Zoe, de 1 ano e 11 meses. "A Zoe nasceu nos Estados Unidos e, o fato de os americanos valorizarem muito a leitura, fez surgir ideia de estimular esse hábito", explica.

A criança tem contato com os livros desde os três meses. "Mesmo que ela não entendesse, nossa mãe mostrava as figuras e falava com ela. Acho que isso foi essencial porque hoje ela pega os livros e leva para algum adulto ler. Quando estamos ocupados, ela fica folheando o livro e faz imitações como se estivesse lendo", diz Heloísa.

Os livros preferidos de Zoe são de animais e personagens. "Ela tem livros tanto na língua portuguesa, quanto na inglesa. Fazemos isso porque queremos incentivar e preservar a cultura do país em que ela nasceu, mas sem distanciá-la do português", afirma a jovem.

Inserir a atividade na rotina fez toda a diferença. "Nós percebemos que a Zoe já inseriu muitas palavras no vocabulário dela, mesmo sendo tão nova. Ela já consegue formar frases e as pessoas dizem que minha irmã é bem desenvolvida e esperta, e isso me deixa feliz", diz.

Cintia Orsi orienta a participação do adulto no incentivo à leitura da criança. "Com essa presença é possível aproximar ideias, valores e sentimentos. É uma maneira de interagir e se relacionar melhor com a criança. É interessante contar as histórias, assim a criança se sente afetada pelas emoções do enredo e pede mais livros, gibis e revistas. Desse jeito, fica mais fácil criar um novo hábito", explica.

 


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