Jundiaí

Cultos religiosos e celebrações retornam, mas com restrições

PRESENCIAIS As celebrações podem ocorrer desde que sigam rigorosamente os protocolos de segurança, como uso de máscaras e 25% da capacidade


ARQUIVO JJ
Gihad Abbas afirma que os terreiros ainda não voltaram às atividades
Crédito: ARQUIVO JJ

Com a permissão do retorno dos cultos religiosos com a presença dos fiéis, igrejas, templos e terreiros se organizam para cumprir as regras determinadas na Fase de Transição.

Desde o último domingo (18), as paróquias da Diocese de Jundiaí abriram sua portas, mas os fiéis tiveram que se cadastrar antecipadamente. A principal mudança será a permissão de casamentos e batismos.

O diretor espiritual do Seminário Diocesano Nossa Senhora do Desterro, padre Milton Rogério Vicente, afirma que entre as principais medidas estão permitidas as missas presenciais e demais celebrações dos sacramentos, principalmente batismo e matrimônio, desde que respeitem rigorosamente as normas de segurança como distanciamento físico e 25% da capacidade do espaço celebrativo.

"Algumas paróquias optaram por senha, listas ou ordem de chegada. Os fiéis estavam muito sedentos e felizes. Foi bonito de ver", relata o padre.

Todas as demais atividades da ação evangelizadora bem como as atividades dos Movimentos Eclesiais permanecem suspensas presencialmente. "Muitos padres ampliaram os horários das celebrações. Os padres disponibilizaram novos horários, respeitando também o horário limite, por causa do toque de recolher.

RETORNO GRADUAL

As igrejas evangélicas também podem realizar cultos presenciais. De acordo com o presidente do Conselho de Pastores de Jundiaí (Conpas), o pastor Ademir Guido Júnior, a maioria das igrejas optou por reabrir somente no próximo sábado (24). "Algumas já retornaram neste domingo, mas a maioria preferiu esperar para poder se reorganizar e comunicar os fiéis. As medidas de segurança são as mesmas seguidas por todos os cultos religiosos, como medição da temperatura, uso de máscaras e higienização do ambiente entre um culto e outro", afirma.

Em relação às celebrações, pastor Ademir afirma que por serem realizadas de maneira diferente que na igreja católica, também estão permitidas. "A maioria das cerimônias acontece em chácaras ou ambientes particulares, não dentro da igreja. O batismo dos fiéis acontece uma ou duas vezes por ano, por isso também está permitido", explica.

Diferente das igrejas católicas e evangélicas, as religiões de matriz africana, como a umbanda, não voltaram às atividades presenciais. De acordo com o presidente da Associação União Beneficente e Cultural das Comunidades de Terreiro (UniTerreiros), Gihad Abbas, a diretoria da associação em reunião extraordinária, deliberou pela manutenção do fechamento dos templos e atividades religiosas por seus associados, que atualmente conta com as casas mais tradicionais da nossa cidade e região, por
tempo indeterminado.

"As religiões de matriz africana têm por peculiaridade a proximidade entre o médium, cambone e consulente, sendo até este momento impossível respeitar o distanciamento seguro e, portanto, inviável a retomada dos trabalhos espirituais. Dessa forma, entendemos que torna difícil a retomada dos trabalhos com respeito absoluto à todas as regras sanitárias previstas em lei. O consenso é geral entre todos os associados. Enquanto não houver redução drástica do número de casos de contaminados, juntamente com uma vacinação de parcela significativa da população, não será possível a retomada segura das giras nos terreiros", informa o presidente.


Galeria de Fotos


Notícias relevantes: