Jundiaí

Com educadores vacinados, aulas retornam com programa

Aproximadamente 1,1 mil estudantes do 3º ao 5º anos fazem parte do programa "Estudo é Tudo"


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Silmaira Beraldo Rodrigues acha que a aula presencial não é substituível
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Com 2.881 profissionais da educação acima dos 47 anos vacinados com a 1ª dose até a tarde desta segunda-feira (19), as aulas da rede municipal voltaram em Jundiaí com foco no programa "Estudo é Tudo", com o objetivo de sanar as dificuldades de aprendizagem na alfabetização de aproximadamente 1,1 mil estudantes do 3º ao 5º anos do ensino fundamental. 

Os demais alunos da rede municipal seguem, neste primeiro momento, em sistema remoto, até que sejam realizadas análises observando o cenário e mantendo as orientações do Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus (CEC).

No entanto, o ensino presencial no município é permitido do 1º ao 5º anos, segundo decreto municipal. Na Emeb Professora Melânia Fortarel Barbosa, localizada no bairro do Poste, a equipe escolar está pronta para receber os alunos destas séries. Segundo a diretora Silmaira Beraldo Sanches Rodrigues, um ofício foi enviado à Unidade de Gestão de Educação (UGE) solicitando o retorno das aulas presenciais no local. As mesmas foram autorizadas, por ser uma escola localizada em local com alta vulnerabilidade e as famílias terem dificuldades para conseguir manter o ensino remoto.

"Fizemos reuniões semanais com a equipe para avaliar o trabalho. Estamos em uma área de vulnerabilidade, então discutimos o acesso à internet, a estrutura na casa dos alunos e a defasagem. Muitos têm dificuldade com sinal de internet e aparelhos tecnológicos disponíveis", explica, ao lembrar que o retorno acontece hoje (20).

Além do déficit de aprendizado, Silmaira fala da questão emocional. "Avaliamos que o lugar da criança é na escola. Desde o ano passado temos problemas com defasagem. O programa 'Estudo é Tudo' atende crianças do 3º ao 5º ano com dificuldade com literatura e escrita, é como uma imersão, porque nestes anos já devem saber a ler e escrever."

Com as escolas recebendo 35% da capacidade máxima da unidade escolar, a diretora enxerga necessário o ensino presencial. "Todos concordaram que o esforço presencial é mais efetivo. O remoto não tem equidade. Só não virá à escola as crianças que a família não permitir. Temos 400 alunos entre ensino fundamental e educação infantil, mas as aulas da educação infantil não podem retornar, tem cerca de 300 alunos no ensino fundamental e estimamos que 218 venham à escola."

A educadora diz que trabalha com cada criança individualmente e acredita que a perda do ensino seja suprida em um ou dois anos, se não houver mais interrupções. "Não há nada que substitua a figura e a presença do professor. O professor observa a criança, tem a interação, tem uma magia na escola que o on-line não substitui. As crianças estão desestimuladas porque não tem essa rotina."

A vacinação dos profissionais de educação em Jundiaí foi finalizada na última quarta-feira e a administração aguarda novas doses do governo para retomar o agendamento para a 2ª dose deste público.

(Nathália Sousa)

 


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