Jundiaí

Vila Nambi tem 1.027 casos e 24 óbitos causados pela covid

REGIÃO Os registros colocam o bairro na 11º ocupação entre os locais com mais casos, porém já esteve na 9ª colocação


                      ALEXANDRE MARTINS
Rafaela Lima conta que as denúncias não costumam ter nenhum efeito
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Localizado na região Leste de Jundiaí, a Vila Nambi tem atualmente 1.027 casos e 24 óbitos confirmados de covid-19, segundo o último boletim divulgado pela Prefeitura de Jundiaí.

Os registros colocam o bairro na 11º ocupação entre os locais com mais casos da doença, porém em agosto do ano passado ocupava a nona colocação.

Posição que ainda não deixa os moradores confortáveis, apesar de saberem que as aglomerações ainda são o grande problema. O bairro, que não destoa dos demais, virou ponto de reunião e aglomeração.

Segundo o comerciante Marcel Alexandre da Conceição, as pessoas têm feito algumas festas, mas, apesar da observação, ele que mora no Jardim Tamoio, diz que seu bairro não está diferente.

"O pessoal faz festa em adegas ou em bares, mas no meu bairro é ainda pior. Teve caso de covid na minha família, mas já se recuperaram. Aqui todo mundo fica junto bebendo, a polícia passa às vezes, vê a aglomeração e não faz nada."

O morador Mário Santos diz que a festas ainda acontecem e que os jovens não ligam para o problema. "Tem pessoas mais maduras que respeitam, os jovens respeitam menos. De final de semana você vê algumas coisas, mas é geral, não só aqui. No ônibus, todo mundo está de máscara, mas na rua uns usam e outros não, além de ter aglomeração em barzinhos", diz ele, uma das pessoas que teve covid.

Para o almoxarife, falta informação aos moradores do local. "Falta mais conscientização por parte dos jovens. Acho que eles têm a falsa impressão de que se pegarem a doença, não vai acontecer", lamenta.

RESPEITO

O morador e comerciante da Vila Nambi, Edmilson Ferragut, conta que há pessoas que não entenderam o risco da doença. "Muita gente não usa máscara, alguns têm até orientação religiosa para não usar a máscara porque Deus salva. Muitas pessoas só colocam a máscara quando chegam no estabelecimento, mas isso não é só no bairro, é em todo lugar."

Ele diz que as festas acontecem escondidas e incomodam. "Há movimentação de festas clandestinas no final de semana com muito barulho. Agora na pandemia não tem mais festas grandes como antes, mas ainda há reuniões", lamenta.

Também moradora da Nambi, a auxiliar operacional Rafaela Lima diz que alguns comércios não essenciais não chegaram a fechar durante o período de proibição. "O que eu vejo é que está a mesma coisa sendo Fase Vermelha, Roxa, enfim. Alguns comércios funcionaram normalmente, independente da fase. Tem comércio que nem a pessoa que atende usa máscara. A gente liga para reclamar de aglomeração e não adianta", diz ela sobre os canais de denúncias.

Atualmente, os três bairros com maior incidência da doença são o Jardim Novo Horizonte (3.074), Jardim do Lago (1.793), e Alvorada (1.613).


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