Jundiaí

Setor de logística cresce com e-commerce e alavanca empregos

EXPANSÃO Com a pandemia e as vendas on-line, o padrão de distribuição foi alterado e o crescimento do setor foi fortemente impulsionado, e deve continuar


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Joyce Cristina Santana Soares foi contratada há pouco mais de um mês
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Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o ramo de logística teve altos e baixos durante a pandemia, mas com saldo positivo de empregos, considerando o período de março de 2020 a fevereiro deste ano: foram 515 pessoas contratadas a mais do que o total de demitidos.

As contratações foram reflexo do período crescente da vendas on-line devido à pandemia. Segundo o proprietário de um e-commerce de equipamentos de proteção e materiais de utilidade doméstica e automobilística, Júlio César Nogueira de Sá, a empresa precisou de investimento em logística para dar conta da alta demanda recente.

"Nós investimos pesadamente na logística. Fizemos parceria com um operador logístico e usamos o estoque de lá porque aqui não conseguíamos mais dar conta. Demos um salto lá", conta ele.

Com a terceirização do serviço, o empresário não precisou contratar mais funcionários para a expedição. "Não conseguimos contratar porque os funcionários estão todos em home office, menos os da expedição, mas conseguimos dar vazão à nossa demanda com o operador logístico."

A operação logística contratada por Júlio César é a Big Service. Segundo o proprietário da empresa, Carlos Pereira, 22 pessoas foram contratados somente neste ano e há mais três em processo de contratação. "Queremos contratar mais 10 colaboradores até o final deste ano e ficar com 53 colaboradores no total", relata.

Pereira acredita que a mudança de comportamento do consumidor foi o fator crucial para a alta. "A pessoa que não comprava no e-commerce teve, na pandemia, o primeiro contato, seja compra, do pedido de comida no aplicativo de delivery ou até mesmo para retirada presencial. Muita gente tinha medo de comprar on-line, mas daqui pra frente vai continuar comprando", acredita.

OPORTUNIDADE

A coordenadora de operações Joyce Cristina Santana trabalha no setor de logística há 12 anos, mas ficou desempregada por um período e, na primeira tentativa, conseguiu um cargo. "Fiquei desempregada e comecei a procurar trabalho, na primeira tentativa deu certo. Foi muito rápido, achei que ia demorar mais por causa da crise."

Ela diz que o serviço tem alta demanda. "Chegamos a trabalhar no final de semana para dar conta da demanda. Agora a gente deixa de fornecer para o lojista e passa a entregar para o consumidor final."

O diretor comercial e operacional da Contrail, empresa de transporte ferroviário, Diego Bueno, fala da importância da Região para a expansão da categoria. "Tivemos um aumento de 15% no quadro de funcionários em Jundiaí e acreditamos que neste ano será ainda maior."

Bueno conta que a localização e disponibilidade de armazéns em Jundiaí são atrativos para empresas de logística, inclusive ferroviária, como é o caso da Contrail. "Como boa parte dos produtos vendidos pelo e-commerce são produzidos na Zona Franca de Manaus ou são importados e ambos chegam na região através do Porto de Santos, a ferrovia é um importante elo nesta ligação entre o Porto de Santos e a região de Jundiaí."


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