Jundiaí

Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão é celebrado hoje

Ansiedade, estresse e sedentarismo contribuem para desenvolvimento da doença


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Célia Galeotti diz que os hipertensos devem manter a pressão controlada
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

Todos os anos, aproximadamente 30% da população brasileira é diagnosticada com hipertensão arterial. De acordo com dados publicados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), em 2019 ela foi responsável por doenças cardiovasculares que levaram a óbito cerca de 350 mil pessoas no país. Trata-se de uma questão que mobiliza inúmeros esforços em prol da conscientização como, por exemplo, o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, celebrado no dia 26 de abril.

Popularmente conhecida como pressão alta, a hipertensão arterial é uma doença crônica caracterizada pela elevação permanente da pressão sanguínea, isto é, da força que o sangue exerce contra as paredes das artérias. Em excesso, essa pressão pode lesionar os vasos sanguíneos.

Menos sal e dieta balanceada

A má alimentação e o excesso de sal na comida são os fatores mais comuns que levam o paciente a desenvolver a hipertensão. A recomendação médica é a adoção de uma dieta saudável, que contenha, no máximo, 5 gramas de sal por dia – o equivalente a uma colher de chá. No entanto, a média nacional chega a 12 gramas por dia.

Hipertensão arterial e pandemia

Pessoas hipertensas fazem parte do grupo de risco da covid-19. O coronavírus entra nas células por meio de um sistema chamado enzima conversora de angiotensina, que é o mesmo onde se observa as maiores alterações em pacientes com pressão alta.

O comportamento social, fortemente impactado durante a pandemia, também é responsável pela hipertensão arterial. O sedentarismo aumentou significativamente no decorrer dos últimos 12 meses, uma vez que as pessoas estão mais em casa e, portanto, se exercitam menos. O estresse e a ansiedade também colaboraram a aumentar os níveis da pressão arterial.

Riscos cardiovasculares

A cardiologista Célia Regina Pellicciari Galeotti, de 58 anos, fala sobre a relação da hipertensão com o infarto. "O infarto é uma obstrução arterial seguida de morte de tecido. A pessoa pode ter também o espasmo de um vaso que impede a nutrição do tecido, e esse tecido morre. Já a hipertensão é uma doença multifatorial, nem todo hipertenso infarta, as causas podem ser diversas", diz.

A prevenção do infarto pode ser feita por meio dos fatores modificáveis. "Não podemos alterar a genética, mas se a pessoa é sedentária, obesa ou fumante, ela pode mudar este comportamento. Nestes casos, é possível reduzir o consumo de sal, ter uma boa alimentação, realizar mais atividades físicas ou parar de fumar. Os hipertensos devem se cuidar, para que a pressão não suba demais e provoque riscos cardiovasculares", afirma a cardiologista.

Até atividades simples, como dormir, ajudam no controle da hipertensão e na prevenção do infarto. "Uma boa noite de sono, para que a pessoa relaxe e fique tranquila, faz toda a diferença. Um sono restaurador contribui para a qualidade de vida e é essencial", explica Célia.


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