Jundiaí

Jundiaí tem saldo positivo de 1.707 vagas em março

EMPREGO O resultado foi o melhor do ano, mesmo com a piora da pandemia no mês passado


ARQUIVO JJ
A construção civil está entre os setores com saldo positivo do Caged
Crédito: ARQUIVO JJ

O resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do mês de março em Jundiaí aponta resultado positivo na geração de empregos no município, mesmo sendo março um dos piores meses da pandemia. Com 8.101 contratações e 6.394 demissões, o saldo ficou em 1.707 vagas. Este é o melhor resultado desde novembro do ano passado e para representantes dos setores, a retomada do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego (BEm) ajudará a indústria e a manutenção dos empregos.

O setor que ganhou destaque foi o de Serviços. Pelo segundo mês consecutivo, é o que mais gera vagas em Jundiaí. Em março, foram 1.150 postos de serviços gerados a mais que fechados. O segundo maior saldo foi o da Indústria, 246. Depois, vem a Construção Civil, com saldo de 244 vagas, o Comércio, com saldo de 64, e a Agropecuária, que gerou três postos.

Mesmo não sendo o setor que mais gerou vagas, a Construção também tem destaque, já que possui um saldo excepcional em comparação a outros meses. Para o setor, a variação relativa foi a maior.

PRODUÇÃO

A Indústria, segundo setor com maior saldo de vagas em março, vem de uma alta gerada no fim do ano passado, de acordo com o presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) de Jundiaí, Marcelo Cereser. "A velocidade do crescimento da Indústria, que vinha do final do ano passado, não foi interrompida, então por isso, mesmo em março, tivemos saldo positivo, mas está desacelerando", acredita.

Para Cereser, a retomada do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego (BEm) ajudará a indústria e a manutenção dos empregos. "Tive de conhecimento de alguns pontos da legisltação do Bem, entre elas, a reduções da jornada de trabalho e de salário no ano passado, que manteve 3,152 milhões de empregos no Brasil. Acredito que esta reedição vai proteger o emprego e ajudar o empresário a não demitir. É uma medida importante, ajudou a retomada econômica no ano passado."

VENDA

Já o Comércio, com geração de vagas positivas, mesmo com as restrições à abertura dos estabelecimentos impostas em março por conta do agravamento da pandemia, comemora o resultado.

O presidente da Associação Comercial Empresarial (ACE) de Jundiaí, Mark William Ormenese Monteiro, acredita que a retomada de programas federais para a manutenção do emprego ajudará a manter as vagas geradas no Comércio. "Acreditamos que esta reedição de medidas dará um novo fôlego para os empreendedores equilibrarem as finanças e iniciarem a retomada econômica. Será importante para manter o saldo positivo de empregos no comércio, mas a aderência de empresários está relacionada ao cenário de pandemia.

Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí e Região (Sincomercio) e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Jundiaí (CDL), Edison Maltoni, essa retomada da geração de empregos no comércio é muito positiva e reforça ainda mais a importância do setor no desenvolvimento econômico.

Para Maltoni a retomada do BEm também é de grande importância. "As flexibilizações temporárias na legislação trabalhista e retomada do BEm já eram medidas aguardadas há muito tempo pelos comerciantes que necessitam de apoio para garantir a manutenção de seus negócios com tantas restrições de funcionamento", reforça.

PROGRAMA

A retomada do BEm pode ser crucial para frear as demissões em alguns setores mais afetados pela crise e manter os empregos gerados no início do ano, inclusive os de março.

Para o proprietário de um bar e pizzaria de Jundiaí, Rafael Drezza, a medida ajudará a manter o negócio mais um pouco. "Quem não conseguiu demitir por causa dos encargos, adotou o BEm no ano passado e neste ano essa é a única opção viável. Pelo tempo que a gente aderiu no ano passado, a gente não pode demitir, então a única opção agora é adotar o BEm de novo."

Ele lamenta a situação do setor de eventos durante este período. "Eu vi vários colegas do ramo que fecharam ou estão bem perto de fechar. Nós fomos abandonados na virada do ano. No final do ano passado, extinguiram o benefício e neste ano impediram a gente de abrir. As contas chegam independente de estar aberto ou não", conta Drezza.

O empresário também diz que a ajuda com renegociações de dívidas viria muito a calhar neste momento. "O BEm é uma pequena ajuda, mas o que pode ser feito é nos ajudar com as concessionárias de água e luz. A água não está sujeito a corte, mas a luz está. Podiam ajudar a parcelar essas contas para não cortarem a luz. Acho que isso ia salvar o pequeno empresário."

 


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