Jundiaí

Com a chegada do frio, caldos aquecem as noites e o bolso

ALIMENTAÇÃO A proximidade do inverno e a paixão pela gastronomia fizeram cozinheiras investirem tempo e dedicação na preparação e venda de caldos e sopas


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Veronica Porto vendeu cerca de 60 caldos em uma semana de trabalho
Crédito: Arquivo Pessoal

As baixas temperaturas durante a noite têm despertado a vontade de consumir alimentos quentes, mas nem todos têm a vontade ou a vocação para prepará-los. Pensando justamente em unir o útil ao agradável, algumas cozinheiras aproveitaram para preparar sopas e caldos para vender.

Aline Morábido, de 36 anos, por exemplo, começou no mundo da cozinha em 2016, preparando caldos por incentivo de amigas. "Amo sopas desde criança, mas em casa eu era a única que gostava, então fazia para mim e congelava em porções para não estragar. Um dia, algumas amigas foram tomar café da tarde em casa e elas experimentaram as sopas que eu havia feito. A aprovação foi unânime e por isso surgiu a ideia de vender. Diziam que era algo muito bom para eu não dividir com as pessoas. Comecei e nunca mais parei. Sou apaixonada pelo que faço", conta.

As opções são para todos os gostos. "Estou fazendo vários tipos de caldos e cremes. Palmito, abóbora com gengibre, tomate com carne, caldo de feijão com calabresa e bacon, caldo verde, creme de cebola, sopa de alho poró, caldo de feijoada, mandioquinha com carne e mandioca com carne. Os potes de 500 ml custam R$15, mas a partir de cinco unidades vendo por R$13", afirma.

Aline revela que faz os caldos o ano todo, mas o pico é o inverno. Quando o tempo esfria, chega a vender 350 potes por semana. "Eu entrego os caldos. Como são congeladas, agendo com os clientes. Assim que a pandemia passar, pretendo abrir um local físico para que as pessoas tenham a opção de retirar ou comer no local", afirma.

Como a renda vem completamente das vendas, Aline investiu na produção de marmitas saudáveis. "É uma forma de ajudar as pessoas que não têm tempo para fazer comida e acaba comendo mal. Não precisa ser ruim para ser saudável e natural", ressalta.

Veronica Porto, de 32 anos, começou a preparar os caldos recentemente em sua casa, em Itupeva, após ser demitida ao voltar da licença-maternidade. "Perdi o emprego e não tenho com quem deixar meus dois filhos. Sempre cozinhei em casa e meu marido elogia muito minha comida. Minha mãe e sogra são cozinheiras, por isso resolvi começar a fazer para vender. Estou aumentando as variedades aos poucos", conta.

No cardápio, Veronica vende caldo de cabotiá com carne moída, feijão com calabresa, caldo de mocotó e caldo de kenga (mandioca, mandioquinha e frango), além do tradicional caldo verde. "Em uma semana já vendi 62 unidades e a tendência é aumentar com a chegada do inverno. Os preços dos potes de 500 ml variam de R$12 a R$16", afirma.

O queridinho do momento tem sido o caldo de kenga. "Foi o mais vendido até agora. Como sobrevivemos apenas com a renda do meu marido, espero que a venda das sopas aumente no inverno e ajude a complementar em casa. Nós podemos entregar ou combinar a retirada, conforme o cliente preferir", afirma.

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