Jundiaí

COLUNA DO MARTINELLI: Ontem foi o DIA DA LITERATURA BRASILEIRA


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JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI
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Apesar de pouco divulgado e até abafado pelas comemorações do Dia do Trabalho, também se celebrou em primeiro de maio o Dia da Literatura Brasileira, em homenagem ao romancista José de Alencar, que nasceu nessa data em 1829 e dentre suas obras mais conhecidas estão ”O Guarani” (1857), “Iracema” (1854) e “Lucíola” (1862). Ele foi um dos primeiros escritores a retratarem a realidade de nosso país, enfocando personagens típicos da convivência social, tendo o índio e o sertão como suas principais referências.

Uma data que deveria ser reverenciada com ênfase, já que a literatura se constitui num instrumento de educação e formação do ser humano, tendo importante função social. Infelizmente no Brasil ela não é algo comum e os seus cidadãos não possuem o hábito de lerem. No entanto, o maior desafio enquanto Nação, o de apagar os vestígios indesejáveis da ignorância, da injustiça e miséria, passa pelo acesso de todos à educação que tem nos livros e nos autores, seus maiores meios de consolidação.

A leitura, que permite a autonomia social do indivíduo, estimula seus conhecimentos e ajuda a refletir sobre seu pensamento a respeito do mundo e de si mesmo, precisaria ser mais difundida, a exemplo de outros lugares do mundo. Com efeito, diz-se que “a literatura é a arte da palavra”. Tal conceito diz respeito ao trabalho com a linguagem pelo artista literário (escritor, poeta, entre outros), criando certo efeito estético na obra literária. Tanto uns, como outros são necessários à efetivação cultural que se pretende para o nosso desenvolvimento. E ambos sempre se reciclam, mesmo diante de todas as dificuldades impostas pelo consumismo desenfreado e pela comunicação virtual, mantendo-se vivos e atuantes.

Numa sociedade onde há poucos leitores e uma grande carência educacional, a literatura deve ser compreendida como uma necessidade no nosso cotidiano, além do que os livros têm grande importância em nossas vidas não só porque auxiliam na construção do conhecimento, mas também porque nos trazem palavras de encanto, doçura e suavidade. O consagrado escritor Monteiro Lobato, afirmou certa vez, “um país se faz com homens e livros”. No site “Cultura de Travesseiro”, encontramos um texto que ressalta essa relevância: “Ler é libertação, pois nada nos protege melhor da tirania, da estupidez do sectarismo religioso ou político e da ignorância, do que o conhecimento. Nos livros estão registrados toda a consciência da humanidade e é através deles que tornamo-nos humanos mais conscientes. Pense nisso e leia...”.

A nossa cidade é visivelmente privilegiada na área, contando com inúmeros e bons escritores. Além disso, possui três academias literárias: Academia Jundiaiense de Letras, Academia Feminina de Letras e Artes e Academia Jundiaiense de Letras Jurídicas, além do Grêmio Prof. Pedro Fávaro. Além de outras, conta com a biblioteca municipal e uma particular, Gabinete de Leitura Ruy Barbosa. Brevemente terá a Casa das Letras, que abrigará atividades ligadas à Secretaria Municipal de Cultura e sediará as entidades literárias.

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. Ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas ([email protected])


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