Jundiaí

Em Jundiaí, 15 adolescentes aguardam apadrinhamento

PADRINHO LEGAL O objetivo do programa é proporcionar que crianças e adolescentes criem vínculos afetivos com a comunidade


ARQUIVO JJ
Segundo Viviana Gualtieri o programa conta com dois apadrinhamentos
Crédito: ARQUIVO JJ

Os setores técnicos de Serviço Social e Psicologia da Vara da Infância e Juventude, Serviços de Acolhimento Institucional e Familiar e Conselho Tutelar estão com inscrições abertas para o 'Programa de Apadrinhamento Afetivo e Financeiro'.

Conhecido como Padrinho Legal, o programa tem como objetivo proporcionar que crianças e adolescentes de abrigos, com remotas chances de reinserção familiar, criem e mantenham vínculos afetivos com pessoas da comunidade.

Em Jundiaí, 15 jovens acolhidos pela pela Casa de Nazaré e Casa Transitória Nossa Senhora Aparecida aguardam o apadrinhamento. A assistente social da Vara da Infância e Juventude de Jundiaí, Viviana Eugenia Gualtieri, explica que o objetivo é dar oportunidade a jovens que apresentam pouquíssimas chances de inclusão familiar, seja na família de origem, extensa ou adotiva.

"Ele tem a dificuldade de construir e manter vínculos afetivos com pessoas da comunidade", relatal.

Para participar, os interessados devem ter mais de 21 anos, participar da palestra inicial no dia 31 de maio on-line onde será esclarecido o funcionamento e as regras do programa, as regras, tais como a permanência de no mínimo um ano, presença constante, documentos necessários e participação nas oficinas.

"O adolescente pode permanecer em companhia do padrinho ou madrinha aos fins de semana, feriado ou férias", afirma

O padrinho pode escolher entre dois modelos de apadrinhamento, quer dizer, o financeiro ou o afetivo. "Apadrinhamento afetivo difere do financeiro, uma vez que há pessoas que não dispõe de tempo, e no afetivo o primordial é tempo para estar junto, conviver e compartilhar experiências. No financeiro a pessoa pode custear um curso, um tratamento ou uma terapia a seu afilhado sem a necessidade da manutenção do vínculo afetivo. Alguns padrinhos afetivos também são financeiros", explica.

REQUISITOS

Para ser padrinho ou madrinha o candidato deve ser maior de 21 anos; passar pelas etapas de capacitação inicial; não ter antecedentes criminais; apresentar a documentação exigida; ter disponibilidade para partilhar tempo e afeto com as crianças e adolescentes; consentir visitas da equipe técnica a sua residência; ter anuência dos familiares que residem na casa; respeitar as regras e normas estabelecidas pelos responsáveis pela criança/adolescente; apresentar atestado de saúde física e mental; comprometer-se a permanecer ao menos um ano no programa; participar dos encontros de capacitação continuada; ter uma diferença mínima de idade de 10 anos entre o padrinho e apadrinhado.

Os padrinhos devem ser pessoas com disponibilidade de tempo para conhecer a criança ou adolescente e acompanhá-lo, primeiro na instituição acolhedora, depois em passeios e, por último, se for o caso, acolhê-lo em sua residência em finais de semana alternados e ocasiões especiais.

A reunião para apresentação do programa será no dia 31 de maio, das 19h às 21h30, de modo virtual e as Oficinas para padrinhos e madrinhas serão nos dias sete e nove de Junho das 19h às 21h30, também de modo virtual.

SERVIÇO

As inscrições vão até o dia 14 através do link https://forms.gle/NcDUp6wVatLkAsPz8


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