Jundiaí

Retomada de atividades físicas alegra o dia a dia dos praticantes

Pessoas buscaram maneiras de manter um importante ritmo de exercícios no período


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Janaina Castanheira voltou a correr para ajudar na saúde física e mental
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

A prática de esportes e atividades físicas ficou comprometida por mais de um ano. Entre melhoras e pioras das condições para se poder sair ao ar livre durante este período cauteloso, as pessoas buscaram maneiras de conseguir se adaptar e manter um importante ritmo de exercícios para a saúde.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a atividade física regular é fundamental para prevenir e controlar doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e câncer, bem como para reduzir os sintomas de depressão e ansiedade, reduzir o declínio cognitivo, melhorar a memória e exercitar a saúde do cérebro.

Após a mudança para a "fase de transição" no estado de São Paulo, promovendo a reabertura de locais como parques, quadras e campos, o empresário Fernando Eduardo Gonzalez, de 57 anos, voltou a jogar o bom e velho futebol. "Joguei bola a vida inteira, mas faz uns 10 anos que jogo com mais intensidade, desde que parei de fumar, porque antes ficava sem fôlego. Quando tive que parar com o futebol, com a chegada do vírus, comecei a ter muito estresse, ansiedade e tristeza, foi difícil", conta.

Fernando joga duas vezes por semana e afirma a importância de se praticar esportes em sua vida. "Com o avançar da idade, fui tendo triglicérides, colesterol e ácido úrico alto e eu tomava remédios para abaixar esses níveis, mas quando comecei a fazer exercícios, o médico mandou cortar os remédios. Então para mim essas atividades físicas servem principalmente para três coisas: cabeça, corpo e saúde", ressalta.

A OMS recomenda pelo menos 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada a vigorosa por semana para todos os adultos, incluindo quem vive com doenças crônicas ou incapacidade, e uma média de 60 minutos por dia para crianças e adolescentes. Entretanto, segundo pesquisas da entidade, um em cada quatro adultos e quatro em cada cinco adolescentes não praticam atividade física suficiente.

A chef de cozinha, Janaina Castanheira, corria todos os dias antes da pandemia para ajudar a aliviar sua ansiedade. "Comecei a correr no período em que fazia faculdade, justamente para me desestressar e acabou sendo algo para além da minha saúde física", afirma.

Quando precisou parar, Janaina foi consumida por um sentimento de solidão e angústia, mas conseguiu encontrar caminhos para sair por cima. "Eu não consigo ficar parada e quando a ansiedade ataca eu costumo comer muito, então comecei a pesquisar vídeos para me auxiliar com exercícios caseiros e, assim, voltei a me sentir equilibrada e com foco para manter minha sanidade. Mas obviamente não se compara em correr na rua, no qual me sinto muito mais livre. Atualmente, faço uns 10km por dia e apesar de chegar morta em casa, é uma sensação muito boa, percebo que está fazendo bem tanto para minha mente, quanto para meu corpo", comenta.

Para a Vanessa Queiroz, designer de sobrancelhas e manicure, a corrida também começou como forma de desestressar e acabou virando uma grande paixão em sua vida. "Quando estou correndo não penso em mais nada, além de concluir os quilômetros que programei para o dia, é ótimo", pontua

Com a chegada da pandemia, Vanessa optou por realizar exercícios em sua casa para manter a saúde física e mental, apesar do seu vício em correr. "Bem no começo eu tentei continuar correndo nas ruas, mas não consegui prosseguir, me sentia muito mal por estar fazendo aquilo e parei de vez. Em casa, chorei muito e tinha dias que ficava na sacada apenas olhando para a rua, foi terrível. Cheguei a ficar subindo e descendo as escadas, só para liberar endorfina. Agora, após um ano parada, a volta foi meio complicada devido à falta de ritmo, mas aos poucos fui me encontrando e já faço entre 5km e 8km por dia", afirma.

(Lucas Hideo)

 


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