Jundiaí

Terceira onda da pandemia de covid é provável em Jundiaí

A esperança é a vacinação, que deve arrefecer estes impactos nos grupos de risco


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Tiago Texera agradece a dedicação de profissionais de saúde no período
Crédito: ARQUIVO JJ

Com a iminente chegada do inverno, a transmissão do coronavírus pode aumentar, como aconteceu no ano passado, com o pico da primeira onda sendo registrado entre os meses de junho e agosto. Neste ano, porém, além do clima, há o risco das novas variantes, já protagonistas da segunda onda em março e abril deste ano, a pior e mais mortal até o momento.

A esperança é a vacinação, que deve arrefecer estes impactos ao menos nos grupos de risco, como idosos com mais de 60 anos, que devem ter a imunização encerrada ainda neste mês.

Em Jundiaí, a primeira semana de maio tem uma média elevada de casos, mas há também uma certa estabilização, ainda que o platô seja alto. A média dos últimos sete dias é de 138 casos por dia, valor 32% menor que na primeira semana de abril, mas 26% maior que na primeira semana de março.

ALTA PROBABILIDADE

Para o infectologista Roberto Focaccia, a terceira onda certamente acontecerá e, além do clima, duas contribuições farão com que as infecções subam novamente. "Primeiro, a flexibilização do distanciamento, pois o governo está fazendo por pressão do comércio, mas está errado. Em bares e restaurantes, por exemplo, as pessoas tiram a máscara para comer. Além disto, à medida que não tem vacina, o vírus sofre mutações e pode surgir uma variante pior que a de Manaus", relata.

O gestor de Saúde de Jundiaí, Tiago Texera, acredita na terceira onda. "A primeira onda foi no inverno, entre junho e agosto de 2020 e é pouco provável que neste inverno não tenhamos a terceira onda. Se tivermos uma terceira onda do tamanho da segunda, que teve o dobro de tamanho da primeira, com casos, internados e óbitos, será trágico. Se for maior ainda haverá um colapso no sistema de saúde."

O gestor diz que o perfil de infectados mudou, fazendo com que a vacinação não seja, por ora, o único fator de combate ao vírus. "No pico da primeira onda, 58% dos internados tinham mais de 60 anos. Em março deste ano, o pior mês da pandemia, 53% tinham menos de 60 anos. Em maio deve terminar a vacinação dos idosos, grupo mais vulnerável, o que leva a crer que a terceira onda será menor."

AUJ

Em Cabreúva, a média dos últimos sete dias é de 11,8 casos por dia. O número é 55% mais baixo que na primeira semana de abril e 23% que na primeira semana de março.

Várzea Paulista contabilizou, entre os dias um e seis de maio, 42,5 casos em média por dia, o que significa 41% a mais que a primeira semana de março e 4% maior que a primeira semana de abril.

Louveira registrou média diária de 13,7 casos entre 30 de abril e seis deste mês. A média é 6,8% menor que na primeira semana de março e 10% maior que na primeira semana de abril.

Já em Campo Limpo Paulista, a média diária de casos do dia 30 de abril ao último dia seis foi de 11,8. O número é 71% menor que na primeira semana de março e 29% menor que na primeira semana de abril.

Itupeva registrou média diária de 8,4 casos na primeira semana de maio, número 50% menor que na primeira semana de abril e 55% menor que na primeira semana de março.

Procura, Jarinu não respondeu até o fechamento desta edição. (Nathália Sousa)

 


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