Jundiaí

Financiamento pode ter déficit neste ano


Entre 2020 e 2021, foram destinados R$ 64,5 milhões ao município de Jundiaí para auxiliar no combate ao coronavírus, tanto de recursos federais quanto estaduais. É o que afirma o governo do estado de São Paulo e a Secretaria de Estado da Saúde através de nota.

Há, no município, 169 leitos públicos exclusivos para atendimento a pacientes com coronavírus. No Departamento Regional de Saúde de Campinas (DRS-7), ao qual Jundiaí pertence, há 1.785 leitos destinados à covid na rede pública.

GASTOS

Tiago Texera explica sobre o uso de recursos recebidos e os custos da Saúde na pandemia. "Utilizamos a verba para ações de enfrentamento à pandemia. O maior custo foi destinado às internações, o São Vicente tem um custo mensal que gira em torno de R$ 8 milhões. Também utilizamos o repasse para a aquisição de insumos, equipamentos, testes e medicamentos; para financiar as Unidades Sentinelas, o monitoramento, o Disque Coronavírus, a campanha de vacinação e o ambulatório pós-covid; contratamos 144 profissionais só para a pandemia, são 10% a mais do que tínhamos", explica.

Os valores da saúde, porém, também subiram, tanto quanto as infecções pela covid. "Antes da pandemia, 75% da saúde pública era custeada pelo município, a maior parte do financiamento sempre foi municipal. Com a pandemia, o custo aumentou. Em 2020, a União aprovou um volume maior de repasse, mas a pandemia também custou muito mais. Só o Hospital São Vicente custou R$ 96 milhões em um ano. Sem dúvidas gastamos mais de R$ 100 milhões com a saúde na pandemia. E neste ano não recebemos nem 10% dos recursos do ano passado", alerta ele.

O gestor conta que a verba recebida do governo federal foi implementada em 2020, mas neste ano não deve ser, pois os recursos estão mais escassos e também existe a emenda constitucional nº 95, aprovada em 2016, que versa sobre o teto de gastos e define os reajustes anuais de repasses de acordo com a inflação e não com a arrecadação.

"A União se preparou para enfrentar a pandemia em 2020, mas não se preparou para 2021. Na União, 15% da receita pública vai para a saúde, Jundiaí aplica 28%. Temos a emenda que tira recursos da saúde pública ano a ano. O reajuste é o gasto do ano anterior mais a inflação, mas o orçamento da União cresce mais que a inflação, então o repasse vem diminuindo", conta ele.


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