Jundiaí

Apesar da baixa incidência, câncer de ovário registra alta letalidade

SAÚDE O mês de maio é marcado por campanhas de conscientização sobre o câncer de ovário, uma doença incomum, porém com extrema fatalidade


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A dermatologista Valéria Campos venceu o câncer de ovário
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O mês de maio é marcado por ser um período de conscientização do câncer de ovário, uma doença silenciosa, porém fatal. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), este tipo de câncer é a segunda neoplasia ginecológica mais comum, atrás apenas do câncer do colo do útero.

Apesar de incidência de 1% a 2% da população, o câncer tem uma característica muito ruim por registrar altos índices de letalidade. Na estatística está a cuidadora Rosângela Angelieri Campos, de 51 anos, diagnosticada o ano passado. "Começou a aparecer umas manchas roxas no corpo e minha barriga começou a crescer demais. Não conseguia me alimentar bem, pois dava muito enjoo e então fui ao Hospital São Vicente e depois de alguns exames descobri que estava com câncer", afirma.

Por seis meses passou pela quimioterapia e agora aguarda a cirurgia. "No dia da descoberta foi um choque para mim e para toda a família. Eu fiquei muito nervosa e agoniada, mas em menos de um mês comecei a fazer quimioterapia e sessões com psicóloga e nutricionista na Abrapec. Tento levar a situação do melhor jeito", conta Rosângela ao mencionar a ajuda que recebe da Associação Brasileira de Assistência às Pessoas com Câncer.

De acordo com o oncologista Arthur Maia Gomes Filho, médico do Hospital São Vicente, o câncer de ovário não é uma doença comum. "Ele tem uma incidência de 1% a 2% da população, mas esse câncer tem uma característica muito ruim, quer dizer, a letalidade é extremamente alta."

A maior parte dos pacientes diagnosticados morre pela doença. Isto acontece, segundo o especialista, porque o diagnóstico é tardio pois demora muito para aparecer sintomas nos pacientes. "Infelizmente em 80% dos pacientes que fazem o diagnóstico a doença já se espalhou pelo abdômen", conta.

Segundo o oncologista, é comum surgir líquidos na cavidade abdominal. "Não existe exames precoces ou de rotina para diagnosticar o câncer de ovário. Então ele precisa ser suspeitado pelo médico para que depois seja feito o diagnóstico. Normalmente o tratamento é feito com cirurgias grandes associadas, quase sempre, com sessões de quimioterapias. Os fatores de risco do câncer de ovário estão relacionados a grande exposição aos hormônios femininos, principalmente ao estrógeno. Mulheres que começaram a menstruar muito cedo, que tiveram a menopausa muito tardia ou que não tiveram filhos têm mais chances de obterem a doença", afirma ao lembrar sobre a importância dos exames preventivos.

CURA

A dermatologista Valéria Campos foi diagnosticada com o câncer de ovário em 2011, mas venceu a doença. "Quando acabou, me senti muito gratificada, pois o câncer foi identificado nos estágios primários, dando tempo de realizar o tratamento. Fiz todos os tratamentos em Jundiaí, contei com o apoio de amigos e familiares. Isto me ajudou muito", conta.

Para ajudar outras pessoas a vencer a doença ela realiza lives em sua conta no instagram, o @dravaleriacampos, sobre suas experiências com a doença, relatando os cuidados para as mulheres se protegerem. Pelo Instagram: @dravaleriacampos

AJUDA

Segundo a Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), o tratamento para câncer de ovário começa com atendimento inicial feito na Atenção Básica, na Unidade Básica de Saúde de referência da usuária. Com a suspeita, é encaminhado para a avaliação diagnóstica feita por médico em um dos Ambulatórios de Saúde da Mulher da rede.

A partir da detecção, são definidas as ações de tratamento específicas, seja com a necessidade de intervenção cirúrgica, quimio ou radioterapia, avaliando-se a melhor opção para o caso em específico. A referência para o tratamento oncológico em Jundiaí é o Hospital São Vicente de Paulo (HSV), que atende conforme o encaminhamento dado pelos serviços especializados.


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