Jundiaí

Atropelamentos crescem 33% neste ano em Jundiaí

TRÂNSITO Mesmo na pandemia, o comparativo entre o primeiro trimestre 2020 e 2021 mostra alta no registro


COLABORAÇÃO/MOTOBOY XORORÓ
Hospitalizações oriundas de acidentes aumentaram em Jundiaí neste ano
Crédito: COLABORAÇÃO/MOTOBOY XORORÓ

O número de atropelamentos em Jundiaí aumentou 33% no primeiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo dados do Infosiga, órgão do governo que monitora acidentes de trânsito no estado de São Paulo, de janeiro a março, foram 28 registros neste ano contra 21 em 2020.

Ainda segundo o Infosiga, a quantidade de óbitos em vias municipais e rodovias, no mesmo período, saltou de 12, em 2020, para 18, neste ano. Índices preocupantes em um mês dedicado à segurança no trânsito.

Segundo o Hospital São Vicente (HSV), a quantidade de pessoas hospitalizadas devido a colisão com moto, carro, caminhão e objeto fixo, além de atropelamentos, capotamentos e quedas de motos, carros ou ônibus também aumentou, 11,7%, no primeiro trimestre deste ano, com 389 registros, em comparação ao mesmo período de 2020, com 348.

Os acidentes sem óbitos, no entanto, caíram. Dados do Infosiga mostram que, no primeiro trimestre, foram 500 acidentes não fatais em vias municipais e rodovias de Jundiaí. No mesmo período deste ano foram 499. Somente em vias municipais, a queda foi de 5,7%.

EMOCIONAL

Para a psicóloga comportamental e organizacional e especialista em trânsito, Rose Cereser, o momento conturbado da pandemia abala o emocional, um dos fatores que podem causar um acidente. "O estresse contribui para perder a atenção. Tem que ter foco, pensar em outras coisas enquanto dirige afeta a atenção. O emocional conta muito para o comportamento da pessoa e, no cenário de pandemia, tenho observado no consultório pessoas muito deprimidas, que perderam familiares, amigos, emprego. O estresse das pessoas vem aumentando", comenta ela sobre os sentimentos que refletem em nossos atos.

A psicóloga também saliente o excesso de confiança que pode contribuir para um acidente. "Quanto mais as pessoas se sentem seguras no carro, no sentido de se sentirem protegidas pela estrutura do automóvel, mais elas se aproximam do limite de segurança. Às vezes a pessoa tem habilidade e acha que por isso nada vai acontecer. Também há a falta de limite em locais que não têm fiscalização por isso sempre são necessárias campanhas de conscientização, embora a educação tenha que ser de dentro para fora e não ao contrário."

DADOS IMPORTANTES

A Unidade de Gestão de Mobilidade e Transporte (UGTM) de Jundiaí informa que a maior parte dos acidentes ocorrem em avenidas e ruas de grande movimento, sendo elas as vias que estão recebendo a instalação dos radares desde o mês de abril. Com ativação gradual, mês a mês, mais radares passarão a funcionar, chegando a 59 em setembro.

Os equipamentos são capazes de diminuir os acidentes por imprudência. Alguns dados da fase de testes dos radares, em abril, mostram que há uma mudança de comportamento em relação à presença dos equipamentos. De 14 a 30 de abril, os 12 radares em funcionamento em Jundiaí registraram 3.399 autuações. Destas, 27,7%, foram aplicadas nos três primeiros dias, entre 14 e 16 de abril. Os três primeiros dias tiveram média diária de 314 autuações, enquanto a média diária dos 17 dias é de 199, ou seja, as infrações vêm diminuindo.

Os agentes de trânsito têm mantido diálogo com motoristas e pedestres, levando as mensagens do Maio Amarelo e reforçando a necessidade de conscientização.

ACIDENTES

No mês da campanha de segurança no trânsito Maio Amarelo, um levantamento realizado pela CPFL Piratininga, mostra que foram registradas 1286 colisões de veículos contra postes da companhia em 2020 em todas as cidades de sua área de atuação.

O número representa uma redução de 23.63% em relação a 2019, que teve um total de 1684 casos. "Os acidentes contra postes constituem umas das principais causas de ocorrências na rede elétrica do grupo. Trabalhamos com ações de prevenção no trânsito, levando a nossa mensagem de segurança também aos nossos clientes", afirma o gerente de Saúde e Segurança do Trabalho da CPFL Energia, Marcos Victor.

De acordo com o estudo da distribuidora, que atende 1,7 milhão de consumidores em 27 municípios do interior paulista e Baixada Santista, Jundiaí lidera o ranking de acidentes com postes, totalizando 241 ocorrências em 2020, uma redução de 29% frente a 2019. Em segundo lugar vem Sorocaba, com 149 casos, uma queda de 27% em relação ao ano anterior, e, na sequência, Indaiatuba, com 123 ocorrências, registrando menos 21% dos acidentes (para mais detalhes, confira a tabela abaixo). No acumulado de 2021 (janeiro a março), os municípios com cobertura da CPFL Piratininga somaram 284 registros de acidentes envolvendo postes.

Todas as colisões registradas em 2020 resultaram em ocorrências de interrupção no fornecimento de energia. Cada uma delas demandando, em média, três horas de serviços da companhia no trabalho de substituição de poste, reconstrução de rede de distribuição e restabelecimento da energia.

Dependendo da gravidade do acidente, as equipes de campo precisam também aguardar a realização dos trabalhos da perícia policial para poder então iniciar o trabalho de manutenção.

 


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