Jundiaí

Setor se anima com vendas de materiais eletrônicos

ELETROELETRÔNICOS Com muitas pessoas trabalhando em home, o reflexo no setor de materiais eletrônicos e derivados é evidente


Alexandre Martins
Vinícius Duarte Zichil comemora a alta no mercado de eletrônicos, mas se mantém atento aos possíveis riscos
Crédito: Alexandre Martins

O setor de eletroeletrônicos registrou aumento de vendas e aqueceu o mercado durante a pandemia e neste ano a projeção continua positiva. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), a estimativa é que haja 75% de crescimento nas vendas.

Aumento notado por comerciantes de Jundiaí e da Região. Para o gerente de uma tradicional loja de eletroeletrônicos, Vinícius Duarte Zichil, de 34 anos, as demandas não pararam, mas sabe que o setor pode ter mudanças.

"Depois que saímos de um momento crucial da pandemia, tivemos uma boa retomada das vendas e a parte de eletrônicos foi melhorando. Apesar de uma perda do começo, não foi algo desesperador e os clientes continuaram comprando", comenta.

Para Vinícius, a melhora nas vendas se deu pela necessidade das pessoas que começaram a estudar e trabalhar dentro de suas casas. "Todos esses materiais residenciais para aulas virtuais e home office, como monitores e notebooks, tiveram uma demanda muito alta e conseguimos suprir", afirma.

De acordo com um levantamento feito pela Associação Nacional de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), em 2020 foram vendidas 12.620, 88 Smart TVs, representando 97,7% do total de vendas no período. Em comparação, em 2019, foram vendidas 11.855, 84 Smart TVs, correspondendo a um total de 91,7%.

"Apesar de não vendermos televisões, houve uma demanda bem alta de controles remotos, fontes para TV's, aparelhos de adaptação para transformar as TV's comuns em Smart TV, entre outros. Teve uma época que simplesmente sumiu do mercado esses materiais e não conseguimos atender os pedidos", conta Vinícius.

MATÉRIA-PRIMA

Segundo a Abinee, houve uma redução no número de empresas que estão com estoques abaixo do normal, passando de 31% para 23% no caso de componentes e matérias-primas e de 30% para 25% nos produtos acabados.

Além do fato das pessoas ficarem mais em suas casas, Vinícius acredita que a questão da economia fez com que a demanda de materiais específicos aumentassem. "A partir do momento em que você está em casa, tem sua jornada de trabalho reduzida e acaba recebendo um pouco menos, você começa a fazer a adaptações no orçamento. Tem muitas pessoas que estão cancelando pacotes de TV's a cabo, por exemplo, e comprando os equipamentos para transformações ou a própria Smart TV para conseguir acessar os aplicativos de streaming, no qual acaba sendo mais prático, pois você pode acessar o conteúdo a hora que quiser e pagar mais barato que os canais pagos", afirma.

O momento atual está estagnado e corre alguns riscos. "Com essa nova onda da pandemia e as incertezas, o pessoal está com o pé no chão e gastando somente o necessário. O faturamento continua o mesmo, mas o preço dos materiais subiu demais e assim, tentamos segurar um pouco antes de vender aos consumidores. Se não houver uma boa retomada, vai começar a aparecer prejuízos", comenta.


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