Jundiaí

Implante de stent oferece qualidade de vida a pacientes

CARDIOVASCULAR O procedimento ajuda na desobstrução de artérias, mantendo-as abertas e melhorando o fluxo sanguíneo


ARQUIVO PESSOAL
Maria das Mercês de Freitas implantou o stent após um infarto
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte em pacientes acima dos 40 anos, em todo o mundo e durante pandemia isto se agravou. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o número de mortes por doenças cardiovasculares cresceu 132% entre março e maio de 2019, em comparação ao mesmo período de 2020.

Os principais problemas são as obstruções nas artérias coronárias, aquelas que irrigam o músculo do coração, causadas pela doença aterosclerótica, as "placas de gordura", e são as principais contribuintes para a elevada mortalidade das doenças cardiovasculares. Nestes casos as cirurgias para colocação de stents têm feito a diferença.

De acordo com Lourenço Teixeira Ligabó, médico de hemodinâmica e cardiologia intervencionista, o stent é uma prótese formada por uma liga de metal, em sua maioria feita de cobalto cromo. "Ele serve como um mecanismo de sustentação dentro do vaso sanguíneo, normalmente colocamos na coronária, vaso ligado ao coração. Após o procedimento de colocar o stent, ele ajuda a desobstruir a artéria e manter ela aberta, melhorando o fluxo sanguíneo", afirma.

O stent foi pensado para substituir outro método utilizado para abrir os vasos sanguíneos, o 'balão'. Durante o procedimento, ocorria um movimento reativo de recolhimento do vaso e voltava a fechar. "O stent, por ter uma estrutura metálica e armada, como se fosse um 'bob' de cabelo, consegue evitar que haja esse recuo elástico da parede do vaso. Então se espreme as placas de gordura, coloca o stent e assim ele evita que a gordura entre em contato com o sangue novamente", conta Ligabó.

CUIDADOS

Em Jundiaí, os hospitais referenciados para a colocação de stent são o Hospital São Vicente de Paulo (HSV) e o Hospital Regional (HR). O São Vicente também é referência para o atendimento de emergências cardíacas e demais procedimentos nesta especialidade.

Quem precisou recorrer ao stent foi a cuidadora Maria das Mercês de Freitas, de 57 anos. Ela sofreu um infarto enquanto trabalhava e precisou de um implante de stent. "Na hora do procedimento foi tudo bem tranquilo e graças a Deus fui bem atendida. Quando começou o implante eu estava acordada e fui acompanhando pelos monitores para me ajudar a manter a concentração e não ficar nervosa. Hoje em dia estou muito bem, sem dores e nem nada no local da cirurgia", conta.

Além do infarto, o problema mais comum que necessita do procedimento do stent, é a aterosclerose, formação de placas de gordura no sangue. "Esses detalhes conseguimos ver a partir de sintomas como dores no peito ao se fazer algum esforço físico. Então pedimos para o paciente fazer algum teste provocativo, uma cintilografia ou um teste ergométrico por exemplo. Caso seja detectada alguma alteração no funcionamento do coração, fazemos o cateterismo, que é um exame diagnóstico e após a confirmação de uma lesão, encaminhamos para o implante do stent", afirma Lourenço.

Existe dois tipos de stents metálicos, os não-farmacológicos, mais antigos e os farmacológicos, mais modernos. "Ambos são feitos pelo mesmo metal, porém o stent farmacológico possui um polímero dentro da haste, como se fosse uma gelatina. E essa gelatina libera um remédio que evita a proliferação de células, impedindo uma cicatrização acelerada e o entupimento do vaso", explica Ligabó.


Galeria de Fotos


Notícias relevantes: