Jundiaí

Dos 222 casos de dengue registrados, 176 são autóctones


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As ações são desencadeadas na sequência de confirmações dos casos
Crédito: ARQUIVO JJ

Conforme Boletim Epidemiológico, publicado nesta quinta-feira (13), a cidade registra, neste ano, 222 casos positivos de dengue, sendo 176 autóctones e 46 importados. Outros 55 aguardam resultados.

As áreas com maior registro de casos permanecem sendo Vila Comercial e Jardim Florestal. Os demais bairros com registro de casos estão no radar das equipes e recebendo o trabalho de busca ativa.

A partir de pesquisa de campo, conversa com a população e a pesquisa sobre possíveis sintomas identificados entre os moradores de uma região é que os agentes de zoonoses rastreiam novos casos de arboviroses.

As ações são desencadeadas na sequência de confirmações de casos de dengue, zika, chikungunya ou febre amarela. Essa prática possibilita a constatação de qualquer indício da elevação do número de casos e diagnóstico da situação epidemiológica.

Em Jundiaí, a dengue está em circulação com os mosquitos Aedes aegytpi. Por isso, manter a residência livre de recipientes e objetos que possam acumular água é medida essencial para conter a disseminação da doença. com locais que possam servir de criadouros.

ORIENTAÇÃO

De acordo com a biomédica da Vigilância em Saúde Ambiental (VISAM), - órgão da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS) da Prefeitura de Jundiaí -, Ana Lúcia de Castro, a busca ativa faz parte das ações do setor para o enfrentamento das arboviroses.

"A cada estágio da ocorrência de arboviroses, são desencadeadas ações diferentes, com focos na prevenção à saúde da coletividade. A busca ativa é iniciada a partir da positividade do caso da doença e ocorre em raio no entorno da residência da pessoa positiva, conversando com as pessoas em busca de mais possíveis casos que não tenham acionado os serviços de Saúde. Assim promovemos a identificação de novos casos e desencadeamos ações de bloqueio", detalha, lembrando que é essencial a busca pelo atendimento da Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próximo assim que identificados os sintomas (febre, dor do corpo e nas articulações, manchas vermelhas e perda de apetite).

A moradora da região da Vila Comercial, Luciana Martiniano, 50 anos, foi um dos casos identificados a partir a busca ativa. "Quando começaram a surgir os casos aqui na rua, eu já estava me sentindo mal. Com a visitação deles e a orientação, tive a confirmação da doença fazendo exame no hospital. Fiquei muito ruim e não desejo isso para ninguém", comenta a dona de casa, que, no mesmo período, teve os demais sete integrantes da família com a mesma doença.

(Da Redação)


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