Jundiaí

Chegada do frio aquece o comércio de agasalhos

QUENTINHO As vendas desta época do ano costumam ser movidas pela busca de itens de inverno


          ALEXANDRE MARTINS
Fátima Ferreira diz que a venda de pijamas de frio já vem subindo
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

De olho na época mais fria do ano, comerciantes aproveitam para colocar seus estoques de roupas e acessórios de inverno para venda. Blusas, calças, meias, cobertores e até pijamas fazem a diferença para aquecer as vendas no meio do ano.

A vendedora de uma loja de roupas, Aline Cândido, diz que a queda na temperatura ajuda a colocar o estoque na vitrine. "Nesta época do ano, a procura começa a se intensificar, em especial de segunda pele e roupas mais quentes, como as jaquetas", comenta.

Na loja de roupas íntimas onde Fátima Ferreira trabalha, as peças de meia estação, com tecidos mais leves, já têm uma boa procura. Quando esfria, os pijamas de tecidos mais grossos saem mais. "Quando cai a temperatura, o pessoal procura os mais grossos. Vendemos bastante meia-calça, pantufa, robe para usarem por cima do pijama também."

Mesmo sem considerar somente o frio, o trabalho remoto impulsionou a venda deste tipo de produto. "Tem gente que fala que, trabalhando em casa, ficam de pijama mais tempo. Então, mesmo com a pandemia, aumentou a venda de pijamas."

Juliana dos Santos, também vendedora de pijamas, fala que os jundiaienses gostam bastante da vestimenta. "Todo ano, quando cai a temperatura, o pessoal já vem comprar pijama. Em Jundiaí, adoram pijama. Sou de Francisco Morato e tem mais lojas desta rede lá, mas a loja de Jundiaí é a única que vende mais pijama."

Ela diz que a procura é maior no verão, mas no inverno, por serem peças mais caras, a rentabilidade é melhor. "No verão, as pessoas compram até mais por causa do calor, suam mais, então trocam mais, mas a rentabilidade no inverno é melhor porque as peças são mais caras. Tem gente que compra R$ 500 de pijama."

Maria Luiza da Silva Santos, gerente de uma loja de enxovais, conta que as pessoas compram mais itens neste período e o mais procurado é o bom e velho cobertor. "Cai a temperatura, o pessoal procura mais pelos cobertores. As vendas neste ano melhoraram e esperamos que no inverno seja melhor ainda", comenta.

Maria diz que as vendas de inverno também giram em torno de doações. "Todo ano tem bastante gente que faz doação de cobertores a aí faz pedido grande para levar em hospitais ou doar para moradores de rua. Neste ano, teve gente que já chegou a cotar preço, mas pedido ainda não fizeram."

LOJISTAS

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Jundiaí (CDL) e do Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí e Região (Sincomercio), Edison Maltoni, os comerciantes já estão se adaptando à chegada do frio.

"A queda na temperatura já causou mudanças nas vitrines do comércio local, que aposta nas vendas de produtos e acessórios da coleção outono/inverno. Boa parte dos lojistas já vinha preparando seu estoque para esse momento tão aguardado que resulta no aumento de vendas de roupas, em especial agasalhos, jaquetas, casacos, cobertores e mantas, além de calçados, botas e demais acessórios, como luvas, gorros e meias."

Ele salienta que o setor da alimentação também pode ter uma boa alta. "Além do comércio, o outono também é uma excelente época para o setor de alimentação com apostas em diferenciais nos cardápios, oferta de caldos, sopas, bebidas, entre outros. A CDL e o Sincomercio sempre orientam seus associados e contribuintes para este momento para o comércio", ressalta.

 


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