Jundiaí

Setor de marcenaria cresce e serralherias tentam se adaptar

ECONOMIA A demanda para móveis sob medida está alta, mas o prazo de entrega tem variado ntre 60 a 90 dias, com trabalhos que variam de R$ 8 mil a R$ 20 mil


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Pedro De Mattos Russo conta sobre o bom momento que o setor passa
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

Com a alta demanda de reformas e compra de móveis planejados durante o período de isolamento, o setor de marcenaria registrou um crescimento importante e desafiador. A maioria precisou investir para não perder a clientela porque houve aumento na matéria-prima.

Segundo o proprietário de uma marcenaria na Vila Rami, Pedro De Mattos Russo, de 33 anos, suas vendas de móveis planejados tiveram um aumento significativo. "Acho que devido às pessoas ficarem mais em suas casas, com tempo de pensar nos planejados, como os escritórios, tivemos um incremento grande em nosso pedidos. Então durante essa crise, acabamos indo na contra-mão", afirma.

De acordo com Russo, o período da pandemia foi melhor que os anos anteriores. "Tivemos um bom aumento exponencial, com um ótimo faturamento. Nos últimos seis meses, os escritórios foram os maiores lucros, tanto no conserto de escrivaninhas, quanto na organização de um planejado mais bacana, deixando-o mais confortável para o home office. Um ponto curioso que também acabou sendo o carro-chefe nesses tempos, foi o planejado da cozinha, talvez pelo fato das pessoas quererem dar uma modernizada na casa", comenta.

O problema foi apenas nos valores das matérias-primas. "Tivemos um aumento de uns 130%, além da falta desses materiais no mercado, provavelmente devido a alta de demandas. Então muitas vezes nós estamos aguardando, com um prazo de entrega mais dilatado, esperando dar uma baixada nos valores. Por causa desse aumento de insumos tivemos que aumentar nosso valores também, em torno de 30% e a tendência é que suba ainda mais, pois de mês em mês a matéria prima está subindo", conta.

O preço varia de acordo com as peças. "A média de preço que o pessoal tem gastado por um projeto simples, fica em torno de R$ 6 mil", afirma.

Segundo Gustavo Pollo, de 35 anos, proprietário de uma marcenaria na Cidade Santos Dumont, desde o início da pandemia houve um grande aumento da venda de móveis. O home office ajudou. "As pessoas economizaram em alguns setores e investiram em móveis mais sofisticados. Um outro ponto é a explosão que o setor de construção civil teve aqui na região, com muitos empreendimentos, casas e apartamentos abrindo", pontua.

Pollo conta que chegaram a dobrar a produção de móveis. "A demanda está bem alta e por isso estamos dando um prazo de entrega entre 60 a 90 dias. Foi um ano e meio bem forte para nós. Nosso foco tem sido as áreas residenciais, com móveis sob medida e de alto padrão, normalmente fazemos para áreas gourmets e cozinhas, mas também fechamos com casas completas. Os preços variam bastante, tem cozinhas que vão de R$ 8 mil a R$ 20 mil", comenta.

SERRALHERIA

Se o setor de móveis está 'rindo a toa', o de ferro ainda busca seu lugar. Os serralheiros reclamam da falta de clientes. Joyce Amorim, que faz a administração e as finanças de uma serralheria, conta que na pandemia as vendas diminuíram e as pessoas preferiram fazer reparos das peças que já têm.

"Atualmente estamos atendendo mais empresas do que pessoas físicas. Semanalmente precisamos renovar os orçamentos e estamos até evitando repassar tudo para os clientes. Estão estamos tirando do lucro da mão de obra. Quando clientes solicitam um orçamento, damos três opções de materiais diferentes e eles optam sempre pela mais em conta", afirma.


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