Jundiaí

Pediatras reforçam importância de manter a carteirinha em dia

VACINAÇÃO Doenças como o sarampo estão retornando e preocupando especialistas, no qual ressaltam a importância de continuar com o calendário vacinal


COLABORAÇÃO/ISABELA MACHADO
Keith Mara Stachfledt está com o calendário de seus filhos em dia
Crédito: COLABORAÇÃO/ISABELA MACHADO

A vacinação infantil continua sendo prioridade para as famílias, mesmo com as incertezas do período de isolamento social. Segundo especialistas, durante a pandemia é preciso garantir a imunização dos pequenos e manter a carteirinha de vacinação em dia para evitar doenças como sarampo e meningite.

É o que tem feito a faturista Keith Mara Stachfledt, mãe de Maria Alice, de 6 anos, e de João Guilherme, de 10 meses. A quarentena não a impediu de levar os filhos ao pediatra para a vacinação. "Estamos com as carteirinhas em dia, graças a Deus. É o próprio pediatra das crianças que aplica a vacina em seu consultório", conta.

Segundo Keith, sua filha mais velha tomou a vacina contra gripe recentemente. "Ambos conseguiram tomar a vacina nesse mesmo dia. A próxima da Maria vai ser de meningite e do João será o reforça contra a gripe, pois quando se é bebê, ele precisa tomar duas doses. Como não estamos saindo de casa, eu faço a logística de vaciná-los juntos e vou aproveitar a próxima consulta do João e levar a Maria Alice também", comenta.

De acordo com a pediatra do Hospital Universitário (HU), Márcia Borges Machado, é de extrema importância para as famílias manterem a carteira de vacinação em dia, independente da pandemia. "São doenças evitáveis por meio de vacinas antigas, efetivas, eficazes, com poucos efeitos adversos e que garantem a imunização das crianças. Então, reduzir a circulação dos vírus e das bactérias para os quais existam a vacinação, é de grande importância, principalmente para o momento em que estamos vivendo", afirma.

Para a pediatra, doenças como o sarampo e as meningites podem acabar tendo seus quadros agravados pelas dificuldades da pandemia. "Não existe justificativa para as famílias não levarem os filhos para vacinar e para não manterem os calendários das gestantes, dos idosos e dos adultos na rotina. Nós temos um calendário nacional de vacinação muito bom que contempla diversas vacinas que, em sua maioria, são para doenças graves", ressalta.

Segundo Márcia, o Brasil está presenciando o retorno do sarampo por falha vacinal. "Desde 2016, nós tínhamos um certificado de sermos um país livre da doença. Porém, em 2018, voltamos a ter casos e no ano seguinte perdemos a certificação. E isso é muito triste, todo esse avanço de uma condição de imunização gratuita da população foi perdido por negligência das próprias famílias", comenta.

CONTROLE TOTAL

A especialista em sistemas de gestão Maria Carolina Gracias Dio Silva é mãe de dois filhos, o Felipe de 2 anos e a Giovana de 19 dias. Ela não abre mão da vacinas. "Até o momento, os dois tomaram as vacinas que precisavam e daqui uns dois meses, nós começamos a fazer novamente todas as vacinas do calendário", conta.

Maria reforça a organização prévia para não esquecer de tomas as doses. "Como as vacinas do Felipe são mais espaçadas e as da Giovana são a cada mês, eu sempre estou de olho na carteirinha, todos os meses eu abro e vejo se há alguma vacina. Mesmo com a pandemia, nós saímos para realizar as aplicações e tudo bem organizado", afirma.

De acordo com a pediatra Márcia, as coberturas vacinais de todas as doenças caíram durante a pandemia. "Muitas mães estavam com medo de se expor e é um temor compreensível, porém é importante lembrar que hoje, as unidades básicas de saúde possuem toda uma estrutura de segurança para os profissionais e os usuários, então, não é justificável não levar os filhos por medo da covid-19", pontua.


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