Jundiaí

Parcelas do 13º devem injetar R$ 168 mi em Jundiaí

APOSENTADORIA O montante não deve representar grande impacto, já que muitos devem poupá-lo


                                       ALEXANDRE MARTINS
Paulo Ademir Finati acha que é melhor receber o dinheiro no fim do ano
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Em Jundiaí, as duas parcelas do 13º pagas a aposentados entre o final deste mês e o início de julho, de R$ 84 milhões cada uma, devem injetar cerca de R$ 168 milhões na economia do município, segundo projeções do economista Mariland Righi. No entanto, este montante tende em grande parte a ser poupado para haver dinheiro extra no fim do ano, época em que o consumo costuma ser mais alto.

O pagamento adiantado do 13º a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), nos moldes do que foi praticado em 2020, foi aprovado pelo Presidente Jair Bolsonaro no último dia quatro.

O pagamento será feito em duas parcelas iguais, a primeira no período de 25 deste mês (terça-feira) até o dia oito de junho. A segunda parcela será paga de 24 de junho a sete de julho.

Com uma realidade diferente do restante do Brasil, como explica Righi, o benefício em Jundiaí pode não ter boa parte do montante em circulação. "No Brasil, a renda per capita anual é de cerca de R$ 33 mil, no estado, R$ 50 mil. Em Jundiaí, dá cerca de R$ 120 mil, então é uma população mais rica que a média nacional. Por isso, pode ser que aqui não haja a necessidade imediata de gastar esse dinheiro e ele seja poupado", explica.

Pensando em poupar, Paulo Ademir Finati, de 72 anos, acha que o dinheiro é necessário mais tarde. "Eu prefiro não receber agora porque senão chega no fim do ano e não tem dinheiro para gastar. Agora não tem nada, então eu guardo o dinheiro. Acho que é melhor para todo mundo receber depois, a aposentadoria já é uma merreca, se não tiver nem isso no final do ano é pior", lamenta.

Sueli Aparecida da Silva Carvalho, de 71 anos, também já tem destino certo. "Eu prefiro receber no final do ano porque sempre tem uma lembrancinha para comprar, aí esse dinheiro extra vem numa boa hora. Recebendo agora, eu prefiro guardar, mas acho que isso depende de pessoa para pessoa."

Também preferindo receber no fim do ano, como de costume, José Carlos Carvalho, de 74 anos, acha que na época de aumento do consumo o dinheiro é mais necessário. "Acho que receber agora nos prejudica porque no final do ano é quando tem mais coisas para pagar. Tem mais dívidas, Natal, Ano Novo, Férias, e a gente sempre gasta mais. É bom ter esse dinheiro porque aí não faz dívida com o cartão", diz ele.

EXPRESSIVO

Mariland Righi acredita que este adiantamento pode ser destinado em maior parte para o consumo. "A maioria das pessoas recebe um salário mínimo e meio de aposentadoria, então arrisco a dizer que a maior parte vai para o consumo. Brasileiro não tem muito o hábito da economia, mas a melhor opção no momento é pagar dívidas e a segunda melhor é guardar."

Ele diz que Jundiaí também se difere pelo perfil do aposentado, que costuma receber mais. "O principal em Jundiaí é a aposentadoria por tempo de serviço, depois vem por idade, invalidez, etc. Geralmente, quem aposenta por tempo de contribuição ganha um pouco mais. No Brasil, a maioria das pessoas aposenta por idade", explica.

 


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